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Secretário da PM do RJ endossa tese de abate: | Jornal Em Destaque por Helio de Carvalho em SEGURANÇA PÚBLICA

Secretário da PM do RJ endossa tese de abate:

O governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), participou da cerimônia de posse do coronel Rogério Figueiredo de Lacerda ao cargo de secretário da Polícia Militar.



Secretário da PM do RJ endossa tese de abate: Classificação

Postado há 7 ano(s) | Rio de Janeiro | SEGURANÇA PÚBLICA |

Helio de Carvalho

O novo secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Rogério Figueiredo de Lacerda, empossado na manhã desta quinta-feira (3), endossou o discurso de "abate" de criminosos do governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). O ex-juiz federal defende desde a campanha eleitoral a morte de bandidos armados e, no discurso de posse na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), disse que traficantes serão tratados como terroristas.

Questionado sobre a orientação do chefe do Executivo fluminense, o secretário disse que as operações da PM são feitas com planejamento. "A questão de marginais estarem fazendo a opção de portar fuzil, é opção deles. Continuaremos fazendo nosso trabalho que é dar tranquilidade para todo Rio de Janeiro".

O novo secretário anunciou como primeira medida um aumento do policiamento ostensivo. "Iremos neste primeiro momento aumentar significativamente o policiamento ostensivo nas principais vias do Rio e, com isso, vamos combater roubos de veículos, roubos de rua, roubos de carga. Esse é o nome primeiro comprometimento com a sociedade fluminense".

O coronel Figueiredo Lacerda deixou a CPP (Coordenadoria de Polícia Pacificadora) para ocupar o novo cargo de secretário da Polícia Militar do Rio. Após 20 anos, a PM volta a ter status de secretaria --o que não acontecia desde o primeiro governo de Leonel Brizola, em 1982. A proposta de Witzel é extinguir a Secretaria de Segurança. Com isso, a Polícia Civil também ganha status sob a responsabilidade do delegado Marcus Vinícius Braga. As secretarias de PM e Civil responderão diretamente ao governador.

Na cerimônia desta quinta, ocorrida no Batalhão de Choque da PM, no bairro do Estácio, região central da capital, o governador do Rio voltou a atacar o crime organizado como fez nos discursos de posse na Alerj e no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio. "Vamos combater o crime organizado de forma muito dura. Quem usa um fuzil e não está envergando uniforme é inimigo. Quem usa um fuzil porque quer dominar um território é um terrorista e assim será tratado. Vamos retomar a tranquilidade de qualquer comunidade", disse Witzel.

O ex-juiz federal afirmou ainda que a investigação de morte de policiais será uma das prioridades do governo. "A Polícia Civil vai se aparelhar para investigar quem quer que ouse desafiar a lei do nosso estado e atingir algum policial".

No evento, o governador destacou a importância do trabalho da PM no estado. "Os senhores somam a última fronteira entre aquilo que é o crime organizado e a defesa da nossa família. Orgulhem-se dos seus uniformes. Os senhores carregam neles a esperança de que vamos guardar as nossas famílias".

"Ao assumir o estado do Rio de Janeiro como governador eleito, eu me incorporei às fileiras da Polícia Militar. Senhores oficiais e praças: os senhores e as senhoras são exemplos para a nossa juventude", afirmou o governador do Rio.

Já o coronel Figueiredo Lacerda que assumiu o comando da PM no lugar do Luís Claudio Leviano afirmou em discurso estar honrado em comandar a Polícia Militar. "A mudança nos concede mais autonomia. Em compensação, o novo status aumenta de forma significativa a nossa responsabilidade".

"Sinto-me honrado de fazer parte de uma equipe que assumiu a responsabilidade de reconstruir a história do nosso estado do Rio de Janeiro. A sociedade fluminense espera muito de nós. Não vamos decepcioná-la", completou.

O novo comandante da PM e o governador Witzel receberam como homenagem a condecoração da Ordem do Mérito da Polícia Militar. À tarde, acontece a posse do delegado Marcus Vinícius Braga como secretário da Polícia Civil. Até dezembro, o policial era diretor das delegacias especializadas.

Por Marcela Lemos

Conteúdo Estadão









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