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Chiquinha Gonzaga | Jornal Em Destaque por Francisco Sousa Jr em Colunista

Chiquinha Gonzaga

A Maestrina da Música Popular Brasileira



Chiquinha Gonzaga Classificação

Postado há 5 ano(s) | Miguel Pereira | Colunista |

Francisco Sousa Jr

Olá amigos e leitores do jornal em Destaque... saudações monarquistas!


No mês da mulher, relembraremos um pouco dela, que foi a pioneira da música clássica em nosso país. Ninguém menos do que Francisca Edwiges Neves Gonzaga, muito conhecida como Chiquinha Gonzaga.


Francisca nasceu em 17 de Outubro de 1847 na cidade do Rio de Janeiro, neta de escrava liberta, tinha como pai o militar José Basileu Neves Gonzaga e como mãe, Rosa, filha de escravos. Foi uma compositora, instrumentalista e maestrina brasileira. Primeira pianista chorona do Brasil (musicista de choro), Chiquinha compôs a famosa marcha de carnaval “Ó Abre alas” em 1899. 


Sua vida pessoal sempre foi muito difícil. Obrigada a se casar aos 16 anos por imposição do pai com Jacinto Ribeiro do Amaral, um empresário que a maltratava, sua primeira união dura apenas dois anos.


Após esse episódio, teve alguns relacionamentos que não deram certo, filhos divididos pelos antigos companheiros, preconceito por criar um filho sozinho, ressentimentos e discriminação social, por ser mulher divorciada, atuante nas rodas da boemia carioca, onde se estabeleceu como um dos grandes ícones da música brasileira, sendo a primeira mulher a viver profissionalmente da arte da música, feito até então impensável para a época.


Ela teve apoio do pianista português Arthur Napoleão dos Santos, que a ajudou a aperfeiçoar suas técnicas de piano, o que lhe rendeu a sua primeira regência no teatro, em janeiro de 1885 ao apresentar a opereta “A Corte na Roça”.


Chiquinha popularizou o gosto musical do povo ao piano, e é a autora de sucessos inesquecíveis como os choros “Atraente” e “Sultana”. As valsas “Falena” e “Plangente” e o maxixe “Corta jaca”. Esta última composição, causou um enorme escândalo na época, pois no recital de lançamento, em pleno palácio do governo no Catete, Chiquinha foi acompanhada no violão pela primeira dama em pessoa, o que deixou a sociedade da época escandalizada.


Assim viveu uma mulher brasileira, muito á frente de seu tempo, um grande ícone e um grande exemplo de luta e garra. E não, Chiquinha Gonzaga não era monarquista. Mas isso por acaso importa? A nossa maior maestrina de todos os tempos nos deixou em 28 de Fevereiro de 1935, com seus 87 anos de vida dedicados ao Choro, Polka, Tango Brasileiro (Aposto que não sabiam que esse gênero existia não é mesmo?), Valsa e á Marcha.


Entre as inúmeras homenagens póstumas, a rede Globo de televisão em 1999 reproduziu a série “Chiquinha Gonzaga” dedicada á vida e a obra da artista. E a partir de 2012, a sua data de nascimento, 17 de Outubro é marcada para sempre pela aprovação da lei, que estabelece esse dia como o “Dia da música popular Brasileira”.


Fontes: https://www.todamateria.com.br/chiquinha-gonzaga/ 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Chiquinha_Gonzaga






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