Apesar de o atual prefeito de Miguel Pereira, André Português, ter herdado um município com as finanças sólidas, contas em dia e com mais de R$ 6.000.000,00 em caixa, o estudo sobre o desenvolvimento dos municípios brasileiros, feito pela FIRJAN, mostra que Miguel Pereira anda para trás nos últimos anos, quanto à sua Receita Própria.
O IFDM Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal é um estudo do Sistema FIRJAN que acompanha anualmente o desenvolvimento socioeconômico de todos os mais de cinco mil municípios brasileiros em três áreas de atuação: Emprego & Renda, Educação e Saúde. Criado em 2008, ele é feito, exclusivamente, com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde.
Pelo gráfico abaixo, que mede o desempenho da Receita Própria, vemos que mesmo no período de pior crise econômica que o país atravessou nas últimas oito décadas, os números de Miguel Pereira são elevados, aparecendo em cor verde (Boa Gestão).
Classificação FIRJAN:

Os benefícios desta boa gestão ainda refletiram no ano
de 2017, muito em razão da milionária sobra de receita de 2016.

POR QUE MUNICÍPIOS TÊM QUEDA DE RECEITA?
Geralmente, receitas em queda ocorrem por causa da redução da atividade econômica e de orçamentos fortemente comprometidos com folhas de pessoal, por exemplo. Em outras palavras, má gestão.
Desde a edição passada, o ED vem desmistificando a onda enganosa de prosperidade e desenvolvimento da cidade de Miguel Pereira, muito em razão da imprensa controlada pela atual gestão. O Jornal Em Destaque publicou o resultado do CAGED, mostrando que o município é o que mais gera desemprego, dentre as cidades vizinhas. Agora, apresenta outro indicador oficial, que prova a ineficiência da atual gestão, que, pelo que se vê, busca maquiar seu fraco e temerário desempenho, com promessas futuras.
EXEMPLO DE EFICIÊNCIA
Usando como comparativo de gestão, temos o município de Paty do Alferes. Diferentemente de Miguel Pereira, Paty sofreu fortemente os impactos da crise econômica brasileira, que resultou na herança maldita de uma dívida igualmente milionária, deixada para a gestão Juninho Bernardes. Entretanto, apesar dela e de todas as suas consequências na vida da população, o município se recupera gradativamente. Em 2018, saiu da classificação vermelha (Crítica) para a amarela.

O gráfico acima (IFGF) é a média dos demais índices somados. De acordo com ele, Paty do Alferes veio em vermelho de 2013 a 2017, mas, ano passado, demonstrou o melhor momento do município, alcançando seu maior índice dos últimos anos, chegando ao patamar de 0,5818 Apenas 0,0182 para atingir a classificação verde!
Para desmistificar ainda mais a real situação de Miguel Pereira, em comparação à Paty do Alferes, segue abaixo o indicador que mede a parcela da Receita Total de Paty destinada a investimentos no município, ocupando o 11º lugar no Ranking do Estado do Rio de Janeiro, enquanto Miguel aparece em 31º.

De um lado, uma gestão que herdou mais de R$ 6 milhões em dinheiro e contas em dia, mas que, ainda assim perde Receita Própria Miguel Pereira. Do outro, uma gestão que herdou uma dívida igualmente milionária e prefeitura sucateada, mas que, ainda assim avança em todos os setores Paty do Alferes.
Concluímos, pois, que Miguel Pereira vive um verdadeiro faz de conta... O faz de conta que tudo está indo bem, porém, não está e essa conta é a população que terá de pagar mais cedo ou mais tarde.




