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A versão feminina do condenável machismo escroto | Jornal Em Destaque por Helio de Carvalho em Colunista


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A versão feminina do condenável machismo escroto



A versão feminina do condenável machismo escroto Classificação

Postado há 2 ano(s) | Miguel Pereira | Colunista |

Helio de Carvalho

A popularidade controversa do reality show BBB é inegável, sendo tanto assistido quanto repudiado. Independentemente da opinião que se tenha sobre o programa, suas últimas edições têm suscitado questões cruciais para o debate público. Os inevitáveis conflitos, inerentes à dinâmica do jogo, têm trazido à tona temas como racismo, machismo e outros assuntos que demandam discussões abertas na sociedade, ganhando destaque nas redes sociais e na mídia convencional.

Nesta edição de 2024, o participante baiano Davi tem sido alvo de críticas por suas reações explosivas às investidas contra ele. Alguns afirmam que ele está enfrentando situações de racismo - e eu concordo. Em um momento de fúria, Davi utilizou a expressão "sou homem, não sou viad#" - provocando desconforto em muitas pessoas. A vibrante Beatriz foi repreendida por seu comportamento extrovertido, por Lucas - que acabou sofrendo uma invertida épica durante o quadro “sincerão”.

Na outra ponta, o morador da casa, Rodriguinho, que está longe do "padrão de beleza" masculino, julga sem cerimônia o corpo da modelo Yasmim Brunet. E é aí que começa a razão deste meu artigo.

Assim como o racismo, o machismo é uma estrutura que causa danos silenciosos e prejudiciais às suas vítimas. Mesmo que falar, julgar e zombar dos corpos femininos seja uma prática comum entre alguns homens, isso não significa que deva ser aceito como algo natural nos dias de hoje. Esse hábito reprovável, que requer ações de homens verdadeiros para ser combatido, já teve consequências evidentes, como no caso de Nizam.

Infelizmente, ver um homem (macho escroto) criticando o corpo de uma mulher não é raro, mas testemunhar uma mulher depreciando outra mulher é alarmante, indicando que o machismo está sendo internalizado pelas mulheres. Fernanda, uma niteroiense de 32 anos, mãe de dois filhos que luta para sustentar sua família após o divórcio, não conseguiu conter sua dose de machismo ao atacar Alane, uma jovem de 24 anos nascida em Belém, com ofensas ao seu corpo.


Foto: Reprodução / Globo Foto: Reprodução / Globo

Observar uma mulher agindo como um macho escroto contra outra mulher é indescritível. Primeiramente, jamais se deve julgar o corpo e a aparência física de outra pessoa, pois isto é covardia, e ainda pode desencadear gatilhos significativos. Ao tentar se expressar e ficar nervosa, Alane ouviu de Fernanda um irônico "chora, chora", uma atitude que diminui a pessoa, gerando insegurança e gatilhos.

Comentários sobre a aparência física e o corpo podem levar mulheres a adotar comportamentos extremos, como dietas prejudiciais e procedimentos cirúrgicos desnecessários, devido a esses “padrões de beleza” que se tornaram inatingíveis.

A situação torna-se ainda mais grave quando percebemos que esses comentários foram direcionados a uma mulher que é modelo e bailarina, detentora do título de "rainha das rainhas" do Carnaval paraense. Isto não afetou apenas a Alane, mas, certamente, afetou muito do público que assiste ao programa. Fico imaginando muitas mulheres que assistem o programa e que não são modelos, se perguntando ante a uma situação desta. “Se uma mulher jovem e bonita, dançarina e bailarina tem que ir à academia e pegar mais peso, e ainda ouvir que o corpo dela está ‘molinho’, o que eu vou fazer com o meu corpo?”.

O que a sociedade precisa normalizar é a aceitação de corpos reais, com celulite, gordura, flacidez e outras características naturais, em vez de alimentar padrões inatingíveis.

Comentários machistas sobre o corpo das mulheres, proferidos por homens ou até por mulheres, contribuem para o desenvolvimento de distúrbios alimentares em milhões de pessoas em todo o mundo - estamos falando de 70 milhões de pessoas que sofrem com algum transtorno ou distúrbio alimentar.

Sob nenhuma circunstância deve-se falar sobre o corpo de outra pessoa, pois isto só demonstra a falta de responsabilidade e equilíbrio emocional. 

Quando uma mulher faz tais comentários em rede nacional, a situação se agrava, reforçando a urgência de repudiar atitudes que tentam rebaixar outras mulheres.

Homens e mulheres devem ser conscientes das palavras que proferem. A única pessoa que tem o direito de falar sobre o corpo de uma mulher é ela mesma. Basta de comportamentos condenáveis! como se já não bastasse os Rodriguinho da vida, que ficam falando que uma mulher precisa parar de comer!

Chega de machos escrotos!

Abaixo a versão feminina destes comportamentos repreensíveis masculinos!








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