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As águas eleitorais | Jornal Em Destaque por Samuel Marques em Colunista


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As águas eleitorais



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Postado há 2 ano(s) | Rio de Janeiro | Colunista |

Samuel Marques

Todo mês de janeiro vemos as mesmas cenas: cidades inteiras debaixo d’água, pessoas perdendo seus pertences e suas dignidades, e governantes tentando justificar o porquê não se gastou o que era necessário e até previsto no combate às inundações e quedas de encostas. Existem casos e casos. Em alguns deles sim, foi gasto o previsto e até mais, porém ainda faltam muitos investimentos, sobretudo, se em anos anteriores a infraestrutura não recebeu a atenção devida. Este é o caso da cidade do Rio de Janeiro que apesar de todos os esforços continua a sofrer com as fortes chuvas. A obra que acompanha a Avenida Brasil, há quase 10 anos, precisa terminar e dar resultado. Existem outros casos de descaso total, como é o exemplo de Nova Iguaçu, onde a falta de planejamento imperou. Os rios não foram desassoreados, faltou resposta imediata com um Plano de Emergência que coubesse abrigos para as vítimas e informações nos canais oficiais das Redes para a população, da situação real na cidade. Rogério Lisboa estava mais preocupado em jogar cortina de fumaça na sua falta de trabalho, cuidando do conflito Israel X Palestina. Em suas redes sociais, atacou o Presidente Lula e acenou para os seus seguidores evangélicos, como um desesperado por apoio eleitoral. Dois dias depois, esse mesmo eleitorado não conseguiu chegar em casa e perderam o pouco que tinha. Enquanto Rogério, eleitoralmente acenava para a Faixa de Gaza, deixava de trabalhar, colocando seu povo em uma espécie de confinamento. Uma diarista, moradora de Nova Iguaçu, saiu as 17:30h da Zona Sul do Rio, mas só chegou às 2h da manhã em casa.

Em outras cidades da Baixada Fluminense não foi diferente. Duque de Caxias, por exemplo, nada muda de fato, e o povo já acostumado com as enchentes parece inerte.

Em Governador Portela, ruas alagadas, naquilo que seria a tão sonhada justiça de investimento para o 2º distrito da cidade de Miguel Pereira. Em Vassouras, transtornos e problemas com fornecimento de energia - o que podemos dizer do Rio inteiro. A Light e suas falhas diárias: “privatiza que melhora” - diria um liberal de Vassouras, que ficou sem luz para poder curtir os vídeos do Pablo Marçal.

Já passou da hora das Câmaras Municipais discutirem a necessidade de obras efetivas no combate a enchentes e às fortes chuvas que castigam nosso estado. E mais, isso precisa ser incluído no orçamento anual, e cobrado veementemente pelo Legislativo em relação à sua execução, pelo, como diz o nome, o Executivo. Mas, para isto dar certo, algumas coisas precisam mudar. Não dá para eleger gente burra, que não sabe discutir orçamento e sequer o que ele faz. Não pode eleger gente a base de compra de voto, porque a esses não existe, e nem poderia, ter a confiança da cobrança efetiva ao Executivo. E mais, seria necessário vontade política, e isto falta em muitos que lá já estão, e em outros que querem estar.

Sem um planejamento forte e responsável não chegaremos a lugar nenhum, e as cenas que se repetem ano a ano, continuarão a existir.

Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

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