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2023: Um ano que não deve ser esquecido

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2023: Um ano que não deve ser esquecido
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O ano de 2023 não foi um ano fácil - isto é fato -, mas é um ano que não deve ser esquecido. Para alguns a virada do ano significa uma retomada, um reinício, como se não fosse na verdade um dia depois do outro. Para a máquina pública a coisa é mais ou menos isso mesmo, já que os orçamentos e exercícios se reorganizam e passam a valer dentro de suas competências anuais. Para o país não foi diferente. Depois de quatro anos de todo tipo de “maluquice”, em que o Brasil, além de à deriva, estava também sob a tutela de uma milícia de circo desorganizada, sendo guiada intelectualmente por gente que acredita que a Terra é plana e que vacinas são chips 5G implantados nas pessoas, o dia 1º de janeiro começou com muitas certezas, mas algumas duras incertezas; e isto foi piorando a partir do dia 8... Os ataques contra a democracia nas sedes dos três poderes da república davam um tom de um país que poderia nunca mais sair desse looping antidemocrático, afastando investidores, impedindo o bom funcionamento das instituições e comprometendo o futuro da nação.

Aí é que entra, gostando ou não, a figura do maior líder vivo nesse momento: Lula! Conseguiu unir a muitos em torno de um discurso onde nem a oposição soube, de fato, o que fazer. Perdidos em discursos desnecessários, mas ainda muito contundente dentro de suas bolhas, a oposição quis se divertir em uma CPI onde, no final, ainda saíram como investigados. Podendo dar em nada - e acredito que não vai dar -, a CPI virou um parquinho fechado de ocupação dos amantes do circo que governou por quatro anos, e, enquanto isto, o atual governo seguia avançando. Tomando a economia como exemplo, está avançando. Ainda falta muito, é verdade, e tenho críticas ao modelo montado por Haddad, mas somos novamente um país atraente para investidores. Não estamos mais sendo vistos como “páreas”, e voltamos à estatura de política externa de protagonismo, falando duro quando preciso e com ternura quando necessário, mas tendo posição, não mais perguntando aos outros países o que se deve responder.

O desmatamento, que cresceu absurdamente nos anos do chefe do circo anticiência, reduziu e ao invés de se passar a boiada, os caras estão sendo devidamente enquadrados e atingidos em suas ilegalidades. A fome, que abatia 33 milhões de pessoas, começou a recuar, mas se a atenção não tiver na ponta seguiremos reféns de acordos que não temos como bancar. E este é o ponto.

A relação do Governo Federal com o Parlamento vive altos e baixos, e isso é perigoso. Somos uma república que vive na corda bamba da governabilidade. O Centrão sabe disto, e seus líderes entendem como funciona. Eu adoro ver pelas redes sociais uma galera criticando essa relação e falando como deveria ser feito. Uma gente que nunca governou uma “budega” ou uma “birosca”, falando de articulação. Só que indo à Brasília rapidamente percebe-se um ponto de insatisfação muito forte e, ano que vem, tem eleição. Não adianta falar... tem que entregar, e isso tem data, tem validade! Lula sabe disto e está cercado de pessoas que também sabem. Lula não está cercado da Esquerda Zona Sul, que agarrado no identitarismo, por exemplo, fala de coisas que nem vive e nem conhece. Lula não está assessorado da esquerda cirandeira que cobra do governo uma posição que nenhum deles vive. Cuidar dos mais pobres e governar um país com a pluralidade política e com o malabarismo eleitoral desse tamanho, não é para o cara que faz protesto na Avenida Atlântica e tem pavor de Duque de Caxias. Lula está cercado de pessoas que vivem a política no seu âmago e sabem que isso aqui não é para amadores nem para irresponsáveis aventureiros.

O ano de 2023 foi uma retomada, e 2024 precisa ser um acerto. Não há espaços para erros ou para testes. Avançamos nas bases de uma reconstrução, agora é subir o prédio, só que invertendo a prioridade. Pobre no orçamento e rico no imposto de renda!

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