A
grande imprensa internacional comumente se reporta aos conflitos na região da
Faixa de Gaza como sendo guerra. Entretanto, há décadas Israel não se envolve
em uma guerra. Mas, na manhã de hoje (7), mais de 3 mil mísseis foram
disparados pelo grupo Hamas em direção de Israel, mais para o sul do país, e em
menor escala na zona central. Após os ataques, o governo declarou guerra contra
o grupo extremista.
Vale
destacar que Israel não declarou guerra contra a Palestina, e sim contra o
Hamas.
De
acordo com as autoridades israelenses, oficialmente foram divulgados 250 mortos,
mais de 1.500 feridos e em torno de 30 pessoas sequestradas, entre civis e
militares.
De
acordo com o depoimento da brasileira Aline Szewkies, que vive há mais de 20
anos em Jerusalém, em uma live feita em seu canal no YouTube (Israel com a
Aline), pouco antes das 20h (horário de Brasília), o governo convocou
reservistas inclusive seu esposo mobilizou seu exército e lançou uma
contraofensiva.
A
OFENSIVA DO HAMAS
Nas
primeiras horas deste sábado, final do feriado judaico de Sucot, dezenas de
homens armados do grupo palestino Hamas se infiltraram no sul de Israel a
partir da Faixa de Gaza. Também foram registrados disparos de milhares de
foguetes vindos de Gaza, que é governada pelo Hamas.
Logo
após os primeiros ataques, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin
Netanyahu, postou um vídeo nas redes sociais dizendo que o país estava em
guerra.

Convoquei
os chefes do sistema de segurança, e antes de mais nada os instruí a limpar os
assentamentos dos terroristas que se infiltraram - esta operação está
acontecendo agora", declarou ele.
REFÉNS
E CONTRA-ATAQUE
O
vice-chefe do gabinete político do Hamas, Saleh al-Arouri, afirmou que
"oficiais de alta patente" do Exército de Israel foram capturados. Ele
disse ao canal Al Jazeera que o que está em nossas mãos libertará todos os
prisioneiros em Israel - uma aparente referência aos palestinos detidos em
prisões israelenses.

Há
muitos palestinos mortos e muitos israelenses mortos, bem como prisioneiros, e
a batalha ainda está no auge, disse al-Arouri.
O
porta-voz também declarou que o Hamas está pronto para enfrentar uma incursão
terrestre israelense em Gaza, que ele descreveu como o melhor cenário para
resolvermos o conflito contra o inimigo.
A
informação foi depois confirmada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF). O
órgão não falou em números exatos, mas confirmou que soldados e civis estão
entre os reféns.
O
IDF ainda declarou em nota que espalhou tropas por 22 comunidades no sul de
Israel.
O
Exército de Israel detalhou que negocia a liberação de reféns em Ofakim e
Be'eri.
Os
militares israelenses também realizaram um contra-ataque na Faixa de Gaza,
governada pelo Hamas. Foram lançados mísseis e bombas, que deixaram quase 200
mortos até o momento.
Aline disse que apesar do elevado número de mortos e feridos, e dos ataques surpresa, ela se sente segura.
*Com informações da agência de notícias Reuters | Foto: Ashraf
Amra/Reuters
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