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O MANUAL DO TRAIDOR | Jornal Em Destaque por Samuel Marques em Colunista


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O MANUAL DO TRAIDOR



O MANUAL DO TRAIDOR Classificação

Postado há 2 ano(s) | Rio de Janeiro | Colunista |

Samuel Marques

Os dias são difíceis, dá para perceber pelo ar, pelo clima. Estamos vivenciando um tempo em que muitos sempre querem aquilo que não têm, que acreditam que podem e devem receber, mas não conseguem o básico: fidelidade e compromisso.

Em momentos tão impressionantes e raivosos, onde coisas triviais precisam de lembrança, e até aquilo que as pessoas que estão erradas se incomodam tanto: a cobrança - algo tão desnecessário se o papo não fosse torto.

Quero, portanto, com esse texto, ajudar a muitos, podendo explicar de que maneira se comporta um traidor, que pode ser até mesmo dividido em várias espécies. Nesse instante, especificamente, vamos tratar, depois de muita experimentação e observação, da espécie "Traidor Covarde". Ressalto, porém, que nem todo traidor é covarde, mas todos são mau-caráter. Vou de forma simples, elencada e pedagógica, baseado na observação diária, daquilo que chamamos de trabalho.

1 - Não conseguem olhar nos seus olhos nem atender ao seu telefonema. Preferem mensagens - é a nova arma dos covardes de todas as espécies. Tudo fica mais fácil atrás de uma tela e não frente a frente. Se o traidor é alguém que falava com você diariamente, suas ligações passarão a ser motivo de desconforto, e tudo se resolverá por mensagem.

2 - As justificativas para a traição são sempre da ordem financeira ou qualquer vantagem que foi recebida ou ainda será. Nunca é uma questão "ideológica". Pessoas não mudam de opinião de uma hora para outra, que não seja por benefícios que serão entregues. Se utilizam de justificativas a partir da colocação de "bodes na sala"; não é necessário que as coisas façam sentido.

3 - O traidor tem dificuldade em olhar para o passado, onde ele foi, por exemplo, honrado. Esse tipo de coisa não vale para ele e seu time. Ele trabalha com a cabeça do agora em diante - o que não faz sentido nas relações construídas.

4 - Trabalham com memórias seletivas e produzem em grande escala toneladas de desonestidade intelectual. Quando o argumento não se sustenta mais, gaguejam e alteram o tom de voz. Tem aquele também que vai para a conversa sorrindo, fala pouco e sorri toda vez que fala. Para essa estratégia, a de sorrir enquanto fala e argumenta, o objetivo é tirar o seu foco do que está sendo falado, trazendo um tom mais brando e simpático para suas falas.

5 - Essa galera entende que precisa ser atendida em suas expectativas e pedidos, mas, no final, não precisa cumprir e entregar o acordado, e por um motivo muito simples: ele sempre acredita ter uma justificativa para ele próprio, que explique suas atitudes - é o desengajamento moral. Se ele for o traído, tudo está errado, mas na traição dele, tem sempre uma desculpa.

6 - Muita atenção para esse item: Nunca, nada é culpa dele. Alguém errou, alguém provocou, alguém fez... e ele é sempre a vítima! Adora citar o termo "lealdade", até para não ser leal. Isto acontece porque ajuda no desengajamento moral citado no item acima.

7 - Sempre andam com pessoas mais fracas e nitidamente dominadas por eles. Precisam muito disto para poder manter o processo de manipulação de um grupo. Precisam explicar na sua visão o porquê da traição, mas como existe a chance de nem todo mundo entender, ele nunca faz isto totalmente ao coletivo, ele começa pelas beiradas, conversando com os mais próximos, que são dominados de alguma maneira por sua liderança.

8 - Repetem as histórias na busca de uma narrativa que encontre algum tipo de coerência. Sempre que confrontados e acareados fogem da conversa e preferem dizer que não existe mais nada a falar.

9 - Trabalham com o que se chama na psicologia de "transferência". Acusam os outros daquilo que eles mesmos estão fazendo. E isto ocorre com muita insistência, quase sempre com pitadas de ligações e induções. É um ato de convencimento. Quando tudo fica evidente, eles mesmos se confrontam e fogem do embate quando alguém lembra que suas atitudes foram iguais às que eles acusavam os outros.

10 - E por último e não menos importante, são medrosos, covardes e fujões. E sabem por quê? Porque eles sabem que estão errados. Pois, no fundo, ainda sabem fazer uma autocrítica, dormem pensando na besteira que fizeram e morrem de medo das pessoas fazerem com eles o que eles fizeram com os outros. Vivem na neurose de uma traição iminente.

Se você conhece alguém assim ou passou por algo parecido, pode ter certeza de que muitas das características acima ocorreram. Existem coisas comuns entre essas pessoas e uma delas é a falta de compromisso com a verdade; mas, acima de tudo, com a lealdade a elas mesmas e a seus desejos. Mudam de opinião na medida em que os benefícios mudam de lugar, de acordo com suas necessidades de sobrevivência. Mas, muitas vezes, não resistem para contar a história completa. Para o, ou os traídos, os que tiveram seus acordos descumpridos, fica a dica de que nem todo mundo vale a luta!

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