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UM RECADO AO FUTURO: Ou renovamos ou morremos | Jornal Em Destaque por Samuel Marques em Colunista


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UM RECADO AO FUTURO: Ou renovamos ou morremos



UM RECADO AO FUTURO: Ou renovamos ou morremos Classificação

Postado há 2 ano(s) | Paty do Alferes | Colunista |

Samuel Marques

Existe uma coisa na política que precisa ser muito lembrada em todos os momentos. Ou se adapta, ou muda, ou morre! Cair no esquecimento ou virar esparrela também é uma forma de morrer. Se transformar em piada ou em retrato de falta de capilaridade, e importância, também é morrer.

Os partidos, de alguma maneira, sejam de extrema esquerda ou de extrema direita, passando pelos moderados, se adaptaram tentando falar aos seus e buscando mais adeptos - mas todos mudaram! Seja se utilizando de novas estratégias midiáticas, eleitorais ou não, por exemplo, porque sem voto se acaba.

Existem alguns partidos, mais orgânicos, que seus diretórios ou comissões provisórias criam suas versões municipais, levando em consideração suas realidades e geografia. Outros, porém, voltaram das cinzas, sem levar em consideração, porque de fato voltaram, e nem o que os responsáveis por esta volta fizeram para conseguir tal êxito.

Não se iludam, Lula teve que se adaptar a muita coisa, e se ele dependesse da maneira de pensar de algumas comissões provisórias de seu próprio partido, estaria fadado ao ostracismo ou ao Impeachment. Mas Lula é Lula, ainda bem.

Algumas pessoas esquecem rápido as coisas, se acham a cura, quando na verdade fazem parte da doença. Já alguns partidos, sobretudo da esquerda, estão há anos sem, de fato, estar organizados nos municípios; sequer concorrerem eleitoralmente nos pleitos municipais; sem capilaridade interna e sem importância alguma na discussão social. Isto se deve ao distanciamento que tais partidos passaram a ter das massas em seus municípios, e até mesmo a um retrato da conjuntura estadual e nacional.

O ano de 2018 nos ensinou muito, ou pelo menos deveria. Para nós progressistas deveria ter ensinado quase tudo, e em 2022 seria a nossa formatura. Quatro anos de dor na alma e no corpo todo, sobretudo que não podemos fazer para não sermos os culpados pelas nossas catástrofes. Lula e os Diretórios Estaduais, para mim, souberam disto e fizeram o que tinha de ser feito, mas os municípios, aqueles mesmos que achavam que política era ficar gritando “FORA BOLSONARO” nas praças e só, estes se apropriaram da vitória de Lula e de novas estratégias para ter o fingimento de que voltamos a 2011, e tudo segue normal. Não, não voltou!

Existe hoje a necessidade de uma renovação de quadros e pensamentos estratégicos, onde não cabem mais os mesmos jogos burocráticos e ações analógicas que nos fizeram chegar aonde chegamos, mas que não podem se repetir. Se não crescermos de dentro para fora, não poderemos dar base a nenhum governo e suas mudanças tão necessárias. Não se pode realmente ensinar truques novos a cachorros velhos e cansados, e mais uma vez vou ressaltar: isto só não se enquadra praticamente a Lula - pode parecer meio piegas, mas basta olhar e analisar. 

Se não fizermos dos diretórios municipais uma ferramenta de diálogo, de ocupação de espaços de poder e de fóruns de debates com a sociedade e seus anseios, morreremos novamente! Se não nos reconectarmos às pessoas e seus modos de vivência, à nova realidade de sociedade, seremos fadados a ver uma extrema direita e suas ideias abocanharem os mais humildes e trabalhadores. Infelizmente, alguns escolhem os mesmos erros que nos levaram à derrota.

Os tempos são novos, mas nossas bandeiras não. Sem nunca esquecer isto, podemos avançar com novas ideias, novas pessoas e, claro, sem deixar de respeitar os que nos trouxeram até aqui, seus acertos e seus erros. Os acertos mantemos e melhoramos, os erros corrigimos e trocamos. É triste constatarmos que alguns preferem até mesmo repetir os erros dos adversários, se utilizando de lavajatismo e ataques definitivamente sem sentido. Faz parte da vida. E como “Cebolinhas”, com planos infalíveis, vão falhando semana a semana na luta cansada contra o inevitável: “O novo sempre vem!”.

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