No dia 26 de setembro é comemorado o Dia Nacional do Surdo no Brasil. Esta data marca a fundação, em 1857, no Rio de Janeiro, do primeiro instituto de educação para surdos do País, atualmente chamado de Instituto Nacional de Educação de Surdos INES.
No Dia do Surdo, além de serem celebradas importantes conquistas da comunidade surda, são reiteradas suas lutas e sua resistência. Temos a oportunidade e somos chamados a refletir e a debater sobre questões importantes acerca de temas, como os direitos dos surdos, acessibilidade e minorias linguísticas.
Importante ressaltar que quando falamos em comunidade surda estamos nos referindo à uma comunidade heterogênea e diversa, sendo assim, a partir de diferentes contextos e vivências, cada pessoa possui uma relação individual com a surdez. Existem vários fatores que podem influenciar nessa relação como, por exemplo, o grau da surdez, a presença (ou não) de pais ou outros parentes surdos, a forma como a pessoa se relaciona e se identifica com a língua de sinais, entre outros.
A surdez é, também, uma questão identitária e cultural. Assim, pessoas que se identificam como surdas compartilham de diversos elementos que as unem: uma língua própria - a língua de sinais - uma cultura surda e uma comunidade da qual fazem parte - a comunidade surda.

Diante desta perspectiva, a surdez não é uma perda ou algo que falte ao indivíduo, mas sim uma forma diferente de experimentar o mundo (que é majoritariamente ouvinte). A língua de sinais, neste contexto, além de ser a principal forma de comunicação, é parte fundamental da cultura com o qual os surdos se identificam.
Inclusão e responsabilidade social
Conhecedor das muitas conquistas da comunidade surda e do quanto ainda luta pelos seus direitos, especialmente o da acessibilidade, o Jornal Em Destaque se orgulha por ser o único jornal da sua região a disponibilizar todo o conteúdo de seu site em LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), permitindo assim que os surdos do País tenham acesso à informação e à notícia. Isto se chama inclusão!
O ED também repassa parte do que arrecada com publicidade no site e no impresso com a organização humanitária, Médicos Sem Fronteiras, desde agosto de 2019 o Jornal que ultrapassou todas as fronteiras regionais e se comunica em oito idiomas com quatro dos cinco continentes, não poderia ficar alheio aos problemas enfrentados por tanta gente no mundo!




