Neste ano, a entrega da Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) deve acontecer até 31 de maio e a Receita Federal criou códigos específicos para a declaração de Bitcoins e outras moedas digitais.

Muitos
brasileiros irão declarar criptomoedas pela primeira vez, afirma Rodrigo Soeiro, CEO da
plataforma brasileira Monnos, primeira rede
social de investimentos em criptomoedas do mundo.
A posse de mais de R$5 mil em moedas digitais deve ser declarada.

Recomendo
que todos os usuários de criptomoedas, se já não o fazem, que declarem seus
ativos financeiros. A tendência é que a Receita Federal faça cada vez mais
imersões no tema e aqueles que se mantiverem 'às sombras' terão dificuldades
quando quiserem fazer uso do ganho obtido com os investimentos", recomenda Soeiro. As
criptomoedas são consideradas ativos financeiros como qualquer outro, portanto
suas alienações (compra, venda, permuta etc.) também devem ser declaradas à
Receita Federal e as operações precisam ser comprovadas, aponta o CEO da
Monnos. Havendo diferença entre o custo de aquisição e o valor de venda, há um
ganho que pode ou não ser tributável.
Aos leitores do ED, Pedro Chimelli, advogado associado da Levy & Salomão Advogados, especialista no assunto, orienta que os ganhos com criptomoedas serão tributáveis sempre que a soma mensal dos valores de alienação superar R$ 35 mil. Este limite vale para o conjunto de todas as criptomoedas alienadas no mês, mesmo que de tipos diferentes. Se as alienações mensais não superarem R$ 35 mil por mês, o ganho auferido é isento.

Mas,
atenção: R$ 35mil é a soma dos valores das alienações mensais, e não do ganho
de capital com elas obtido que poderá ser inferior a R$ 35 mil e mesmo assim
tributável,
esclarece Chimelli.
Regras gerais
Chimelli explica ainda que quem investe em criptomoedas precisa ter:

uma
fotografia anual do seu patrimônio em 31/12 de cada ano, e deverá declará-lo
sempre que for superior a R$5 mil. É necessário também preencher o
Demonstrativo de Apuração do Ganho de Capital, sempre que as alienações mensais
de bens da mesma natureza (criptomoedas diversas) forem superiores a R$35 mil.
Este demonstrativo deverá ser depois exportado para a DIRPF, entregue até o fim
de abril de cada ano.
Para quem opera em corretoras estrangeiras há uma necessidade adicional: preencher informações mensais sobre suas operações no portal e-CAC (disponível no site da Receita Federal).

Devem
apresentar essa declaração mensalmente as pessoas físicas que façam qualquer
operação via P2P (pessoas para pessoas) ou via corretoras no exterior que,
somadas, ultrapassem R$ 30 mil por mês, aponta Soeiro.
Segundo a Receita Federal, as alíquotas de imposto de renda para ganhos de capital são de 15% para até R$ 5 milhões; 17,5% para a parcela dos ganhos que superar R$5 milhões e for inferior a R$10 milhões; 20% para a parcela dos ganhos que superar R$10 milhões e for inferior a R$ 30 milhões e 22,5% para a parcela dos ganhos que superar R$ 30 milhões.
Na prática
Na DIRPF, as informações sobre o patrimônio em criptomoedas devem ser declaradas na ficha Bens e Direitos e no código 81 para BTC, 82 para Ethereum (ETH), Ripple (XRP), Bitcoin Cash (BCH), Tether (USDT), Chailink (LINK), Litecoin (LTC) e 83 para outras Altcoins. É preciso registrar informações sobre as operações, bem como valores, datas, dados das corretoras etc.
Há pouco mais de um ano no mercado, a Monnos tem mais de 20 mil usuários no Brasil e no mundo. E grande parte dos brasileiros, 38,5%, nunca havia investido em criptomoedas antes.

Para
muitos, esse será o primeiro ano em que citarão criptomoedas em sua declaração
do imposto de renda,
ressalta Rodrigo Soeiro, CEO da Monnos. A ferramenta oferece orientações para
facilitar a declaração no próprio aplicativo e em eBook gratuito sobre o tema -
disponível neste link
Como funciona
Plataforma brasileira de criptomoedas que opera globalmente e tem proposta voltada para leigos, a Monnos foi fundada em setembro de 2019 e hoje tem mais de 20 mil usuários no Brasil e no mundo. Conectados em ecossistema de ganhos através de rede, os usuários podem seguir estratégias de outros, criando uma rede social de investimento que empodera leigos.
Visando difundir a criptoeconomia, a Monnos possibilita que o usuário compre, venda e faça pagamentos com criptomoedas em um único lugar tal modelo de negócios é conhecido mundialmente como CryptoBank. Entre as exchanges brasileiras, a plataforma oferece a maior variedade, 40 criptomoedas. Além de crypto wallet (carteira de criptomoedas), portfólio management (gerenciamento de portfólio) e social trading (negócios em rede). Em breve, oferecerá cartão de pagamento, possibilitando o uso de criptomoedas em compras do dia-a-dia.




