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VOCÊ PODE SEGUIR A VIDA OU SEGUIR O BAILE, SÓ NÃO SIGA SOFRENDO

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VOCÊ PODE SEGUIR A VIDA OU SEGUIR O BAILE, SÓ NÃO SIGA SOFRENDO

A vida é feita de escolhas. Do momento em que acordamos até o instante de adormecer, milhões de questões surgem, das mais insignificantes àquelas que mudam o rumo de nossa história, e precisamos fornecer assim respostas continuadas. A cada decisão, mais hipóteses se desdobram, fazendo brotar uma cadeia de eventualidades que não tem fim. Viver, percebido assim, se torna um eterno desnovelar de possibilidades.


Quando nos apropriamos do peso que nos traz essa liberdade podemos nos assustar. Percebemos que somos nós mesmos os responsáveis pelas tomadas de decisão que ocorrem e que assim seguimos tecendo nosso amanhã. Isso tanto traz a sensação de competência como evoca um medo enorme por tamanha incumbência. E ainda que não controlemos diversos acontecimentos que nos atravessam, somos nós quem decidimos nossa maneira de lidar com eles.


Através de nossas experiências pregressas, vamos ampliando nossas formas e fórmulas para enfrentar as inúmeras ocorrências que podem cruzar nosso caminho. Descobrimos nosso modo específico de suportar dores e nossas maneiras de superá-las. Montamos dezenas de estratégias para que possamos nos sentir mais confortáveis em assumir realmente o domínio de nossa existência.


Assim, se nos múltiplos momentos de nossa história podemos opinar, nos cabe optar pelo modo que mais nos traga contentamento. Procurar o que nos deixa alegres, o que desenvolve nosso bem estar, sem que com isso precisemos prejudicar ou lesar alguém, é nosso principal objetivo. E isso se faz através do que elegemos ser nossa melhor opção. Reproduzimos experiências ou criamos novos métodos na esperança de que seja essa nossa mais ajustada estratégia.


Desse modo, jaz em nós a capacidade de decidir permanecer em uma determinada conjuntura ou desviar para probabilidades completamente distintas. Precisamos, contudo manter em mente que continuar onde se está também é uma escolha, e como tal, traz consequências inequívocas. Conservar seu posicionamento ou modificar sua forma de agir se tornam dois lados de uma mesma moeda.


É fundamental afirmar que não existe nesse contexto algo como o certo ou o errado. O que se busca é o que nos faz bem. E é exatamente essa ausência de regras e de contornos que tornam mais complexas nossas decisões. Nesse momento percebemos o quanto realmente depende de nossas ações os porvires que nos alcançam sem dó em um momento futuro.


A vida, assim, segue acontecendo. Ela não ocorre da forma que queremos. Não ocorre nem ao menos da maneira que não queremos. Ela se dá como vier. Ainda assim, é nossa responsabilidade, diante de toda a revolução que isso pode acarretar, desenvolver, a cada vez, caminhos que nos aproximem daquilo que julgamos ser fundamental. Buscar nossa felicidade é um dever e uma oportunidade ininterrupta. E que bom que seja assim!

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