RIO DE JANEIRO · BRASIL · MUNDO8 de novembro de 2026 Conheça a ED Web TV ↗
← Início Logomarca ED
JORNALEm Destaque.

O jornal local, sem fronteiras para a notícia.

Notícias ↗
GERAL

Médica cotada para ministra da Saúde diz que Brasil está fazendo tudo errado na pandemia

Ludhmila Hajjar criticou atraso na vacinação e condenou o uso de cloroquina para o tratamento da doença

COMPARTILHEWhatsApp ↗Facebook ↗
Médica cotada para ministra da Saúde diz que Brasil está fazendo tudo errado na pandemia

Cotada para assumir o Ministério da Saúde no lugar do general Eduardo Pazuello, a cardiologista Ludhmila Hajjar disse, em entrevista publicada há uma semana, que o Brasil está fazendo tudo errado na pandemia. Ela também é defensora do isolamento social como forma de evitar o alastramento do vírus e condenou o uso de cloroquina no tratamento de Covid-19, em posicionamentos opostos aos do presidente Jair Bolsonaro. Ela disse ainda não haver, nas três esferas de poder, nenhum político que fale a língua do povo.


Ludhmila foi sondada por interlocutores de Bolsonaro, que avalia dar a ela o comando da pasta, segundo publicou O Globo. Ambos devem se encontrar até segunda-feira (15). Após a sondagem, ela apagou a conta oficial que mantinha no Twitter.

Não era nunca para estarmos em crescimento do número de doentes mortos sendo que o mundo todo demonstra uma queda. O Brasil está fazendo tudo errado e está pagando um preço por isso. Hoje temos um número muito pequeno da população vacinada. Isso tudo tem um resultado hoje catastrófico, que estamos, infelizmente, assistindo no nosso dia a dia. O Brasil já deveria estar hoje com cinco ou seis vacinas disponíveis", disse Ludhmila em entrevista ao Jornal Opção, de Goiás.


Sem citar Bolsonaro, ela também criticou, de forma veemente, o uso de cloroquina, que não tem comprovação científica para tratamento de Covid-19.

Sabemos que cloroquina não funciona há muitos meses, que azitromicina não funciona há muitos meses, que ivermectina não funciona há muitos meses. Mas ainda tem esses kits por aí. Tem conselhos que defendem. Tem conselhos que não negam. É uma conjunção de fatores – o não conhecimento e a não adoção de práticas baseadas em evidências científicas - que só coloca a vida das pessoas em risco", afirmou.

A médica também criticou o afrouxamento, pelo poder público, de medidas restritivas que poderiam ter evitado o alastramento do vírus.

Foi uma ineficiência na adoção de medidas que poderiam ter minimizado muito a prevalência da doença. Ao mesmo tempo, não tivemos uma liderança nas três esferas que pudesse falar a língua do povo, que pudesse organizar a resposta das pessoas e da população. Não tivemos medidas sociais para tentar adequar todas as medidas protetivas que são orientadas".


(A médica cardiologista Ludhmila Hajjar Foto manchete: Internet)

Ver comentários e reações ↗
CONTINUE A LEITURA

Mais notícias

Ver todas ↗
Tempo e moedas

Dados de RIOBRASIL.NET ↗

Preferências de cookies

Escolha quais recursos o Jornal Em Destaque pode carregar nesta versão do site.

Ler a Política de Privacidade ↗