Para
vivenciar as dificuldades encontradas por idosos e deficientes físicos ao
transitar pelas calçadas de Paraíba do Sul, um grupo formado pela prefeita
Dayse Onofre, secretários municipais e técnicos participou de um workshop
realizado pelo Projeto Calçada Acessível, na quarta-feira (24). Utilizando
bengalas, vendas e cadeiras de roda, eles percorreram ruas do município e
sentiram na pele os desafios vividos diariamente por pessoas com
problemas de locomoção e deficiência visual.
Desenvolvido
pela Firjan e a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), a iniciativa
tem o objetivo de padronizar as calçadas e passeios públicos e torná-los
acessíveis a todos, principalmente, para idosos e pessoas com deficiência,
visando a inclusão e a qualidade de vida do cidadão. As ações do programa
incluem capacitação de técnicos e treinamento de profissionais, assistência
técnica nos projetos urbanos, levantamento de informações sobre projetos e
obras, e orientação para a elaboração do manual técnico.

Como
prefeita entendo que temos que trocar de lugar com o próximo para enxergar que
acessibilidade é questão de respeito e dignidade com uma classe de pessoas que
tanto sofre com a negligência do poder público. Demos início hoje a
transformação desta triste realidade em Paraíba do Sul", afirmou Dayse.

Segundo
Luiz Gustavo Guimarães, especialista de Desenvolvimento Setorial da Firjan, a
proposta é que todos conheçam as dificuldades de transitar em calçadas
danificadas e propor melhorias para a acessibilidade.

A
vivência dessas barreiras é momento mais sensível e fundamental de todo o
projeto. As pessoas percebem a dificuldade e se colocam no lugar do outro, do
que não tem mobilidade ou do que não enxerga. Por isso, no fim, o documento
elaborado a muitas mãos representa um grande instrumento de inclusão social", explicou.
O
manual abordará normas e regras para a construção de calçadas e determinará
sobre a textura dos pisos, largura máxima e mínima do passeio, inclinação e
local adequado para instalação de rampas de acesso, faixas de pedestres, uso de
pisos táteis, canteiros, entre outros. A partir de sua publicação, o manual
servirá ainda para orientar obras públicas e particulares exigindo que os
projetos sigam as regras de acessibilidade defendidas pela Lei Brasileira de
Inclusão (13.146/2015)
e a NBR 9050.
Guimarães
ressalta ainda que a acessibilidade não é mais opcional e sim obrigatória, um
direito de todos.

Cada
município tem suas características e peculiaridades, por isso, o manual é um trabalho
individual que traz as regras de acessibilidade e interpõe sobre as questões
locais. Com isso queremos proporcionar um modelo mais democrático no município,
gerando mais oportunidade para todos", explica.




