Para
fortalecer a parceria entre o Estado do Rio e a Fiocruz, o governador em
exercício Cláudio Castro se reuniu, na manhã desta sexta-feira (8), com a
presidente da Fundação, Nísia Trindade. Ainda hoje, a instituição apresenta à
Anvisa pedido para uso emergencial de dois milhões de doses da vacina contra a
Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório
AstraZeneca, dando início a uma importante etapa da imunização. Durante o
encontro, governador e presidente visitaram Bio-Manguinhos, centro de produção
onde será produzido o imunizante.
"Essa
visita vem coroar nossa parceria. Estamos muito perto da população fluminense
começar a ser vacinada. Fizemos nosso papel e estamos abastecidos de seringa,
agulhas e locais para armazenamento aguardando a chegada da vacina. Como
anunciado pelo Ministério da Saúde, há uma possibilidade disto acontecer no
próximo dia 20 no país, aniversário da nossa capital. Seria o melhor presente
para o Rio nesse início do ano", afirmou o governador.

O
planejamento para abastecer os postos de saúde dos 92 municípios para vacinação
foi elaborado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), que adquiriu 16 milhões
de seringas e agulhas ao custo de 17 centavos a unidade. Desse total, 8 milhões
já foram recebidas pela SES. Ao todo, o Rio contará com mais de 50 milhões
desses insumos, além de frigoríficos para armazenar vacinas.
A
expectativa é que, também no dia 20 de janeiro, a Fiocruz inicie a produção das
primeiras doses da vacina de Oxford. Para a presidente Nísia Trindade, esse é
um momento crucial na luta contra a pandemia. A expectativa é que, em abril,
todo a fabricação da vacina contra a Covid-19 seja realizada pela Fiocruz, que
prevê a entrega de 100 milhões de doses até julho. "Quero agradecer a
parceria do Estado nesse momento. A vacina é uma palavra de esperança, e,
agora, algo muito concreto. Em breve, esperamos que logo nossa população possa
ser vacinada. Também aproveito para reforçar essa cooperação entre Fiocruz e do
Governo do Estado na assinatura da escritura definitiva para o terreno onde
será construído o complexo de vacinas, que é uma grande contribuição para o
país", destacou.

Estado
e Fiocruz
No
início de dezembro, Governo do Estado e Friocruz assinaram a escritura definitiva
do terreno onde será instalado o Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde
(CIBS), no Distrito Industrial de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. O espaço,
cedido pela Companhia de Desenvolvimento Industrial do Estado do Rio de Janeiro
(Codin), receberá a maior fábrica de vacinas da América Latina, que vai
quadruplicar a capacidade de produção anual de frascos de imunizantes e
biofármacos da Fiocruz.





