Foto: cchamun.blogspot.com
Diante da busca pela informação nos deparamos com o submundo
do crime e suas nuances que são encobertas por um sistema fajuto. Discorro há
anos sobre a realidade social e ao deparar-me com os fatos percebo o
quanto a minha responsabilidade aumenta ao tratar de cada história que se
descortina diante dos meus olhos. Dilemas, sofrimentos e desencontros
entremeados de incertezas, como por exemplo a fome e a miséria. A
crueza da situação é assombrosa!
Isto permite que façamos uma imersão para dentro de um contexto que por mais doloroso que possa ser reflete o que está acontecendo de verdade. Precisamos continuar nesta direção na busca incessante por dias melhores através da verificação e denúncia dos fatos. Assistam a reportagem intitulada de "Longa Noite" produzida pelo programa: "Conexão Repórter" do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão), que é apresentado pelo jornalista: Roberto Cabrini. Assista o vídeo na íntegra. Clique aqui.
O que falar diante de verdades tão duras e cruéis
como estas? Cadê o poder público para olhar esta situação? Há uma incoerência
gritante entre o que é falado e o que vemos na prática. Impossível compreender
como que parte da população tenha chegado a esse ponto. Tudo corrobora o velho
dito de que "onde o poder público não se faz presente, existe a presença
dos mais variados tipos de crimes e mazelas".
marginalização
Além de tudo as pessoas que vivem em comunidades e nas ruas são
marginalizadas por parte do poder público. Fica difícil vislumbrar
oportunidades para que estas pessoas saiam das favelas e ruas e sejam
reinseridas com igualdade ao contexto social. A sociedade é constituída
de preconceitos e contradições. De um lado temos pessoas que reclamam dos
viciados que vivem embaixo das marquises e e do outro os que se queixam e nada
fazem para cooperar de efetivamente com estas pessoas de modo a oferecê-las
alguma perspectiva. Julgar é o caminho mais fácil para quem não quer fazer
alguma coisa pelo próximo. Lamentável.
Invisibilizados
Milhares de seres humanos sendo esquecidos pela falta de
sensibilidade de uma outra parte que os marginaliza, e, portanto, os
menospreza, descrimina e os invisibiliza. Temos dois pesos e duas medidas ou um
peso e uma medida? Nada justo, mas o que esperar de um país que possuí várias
faces. O aprofundamento dos fatos só faz agudizar a tristeza e a falta de
perspectivas existentes. Sem políticas públicas efetivas e sérias não
conseguiremos mudarmos esta situação.
As mazelas são ignoradas
Há anos que a realidade social é deixada em segundo
plano e quem mais sofre com tudo isso é a população carente dos bairros
periféricos que ficam vulneráveis e largadas e própria sorte, a margem de tudo
e de todos.
Finalizando
Enquanto não houver um olhar atento e empático para com os que
necessitam de apoio fica difícil falar em mudança. Todavia, continuemos com
muita perseverânça e obstinação.
Instagram: @joaocostaooficial




