As
já conhecidas chuvas de verão e seus estragos, que só estão começando, vêm
mostrando que Miguel Pereira é, na verdade, Uma Velha Cidade, com a velha e
ineficiente maneira de se administrar a coisa pública. De novo Miguel Pereira só
tem o slogam do governo André Português: as inundações são velhas conhecidas, a
necessidade de a prefeitura se preparar para as fortes chuvas deste período do
ano são velhas e, claro, a Secretaria de Obras ficar contando com a ajuda de
São Pedro, também é prática velha.
Completados
três anos de gestão, a prefeitura não aprendeu a destinar recursos para
prevenção de enchentes e, logo, se mostrou estar, mais uma vez, despreparada.
Logo
após o temporal do início da tarde de hoje (08), ruas ficaram alagadas em
diversas partes da cidade e distritos, pedestres e motoristas ilhados e até
mergulhados, graças às obras de planejamento duvidoso que a prefeitura fez para
colaborar com o novo supermercado.
É
bom não esquecer que o drama da população não se limita às chuvas, pois em dias
secos o desafio são as crateras nas ruas – sim, crateras; buracos eram no ano retrasado
– que estão em todas as partes do município levando perigo e prejuízo a quem por
elas passa. Enquanto a população sofre com as consequências do temporal e do
abandono das vias, o prefeito “investe” o dinheiro dos contribuintes em
outdoors, com frases que sempre iniciam com “Aqui será...”. Três anos de
governo e ainda “conjuga no tempo futuro as obras da prefeitura” para a
população. Além disto, o prefeito gastou R$ 15 mil com a locação do helicóptero
do Papai Noel, quase R$ 16 mil apenas para confeccionar um contrato com a Associação
dos Catadores, R$ 12 mil para passar uma resina no piso da SMS, mais de R$ 11
mil em adesivos para embelezar a sala dele, etc e mais de R$ 6 mil para os
crachás de identificação da Feira dos Artesãos. Isto, sem contar com os mais de
R$ 40 mil para construir um abrigo para motoristas de caminhão de frete, ao
lado do Fórum.
Entramos
no ano quatro da gestão André Português, ano em que tudo para em julho em razão
das eleições municipais e o cidadão que vive em Miguel Pereira tem, em 2020,
dificuldade até mesmo para se locomover na cidade!