Não foi um primeiro ano de governo Bolsonaro fácil para ninguém, nem para o povo brasileiro nem para o presidente Jair Bolsonaro. Eleito em meio a uma das maiores polarizações políticas dos últimos tempos, que rachou praticamente ao meio a nação e a grande imprensa, seus 12 primeiros meses foram de verdadeira batalha para governar, em meio ao fogo cruzado de News e de Fake News vindos de ambos os lados. O “pavio curto” do presidente ajudou bastante à oposição incrementar a sua artilharia e seus comentários desastrosos contribuíram para uma pequena queda de aceitação pública. Mas, Bolsonaro resiste e fecha 2019 com uma boa perspectiva para o novo ano.
Apesar das duras críticas por parte da oposição, críticas ampliadas pela imprensa igualmente oposicionista, encabeçada pela empresa dos Marinhos, Bolsonaro não fez nada de diferente daquilo que seu perfil sempre externou. Verdade seja dita, ele não se transformou em extrema direita após assumir à presidência – foi isto que o colocou lá. Sua opinião sobre os temas mais comentados durante este ano (educação, cultura, meio ambiente) já eram conhecidos durante a sua campanha ao cargo de presidente e, se ele decepcionou – vale ressaltar que é impossível um político não decepcionar, – decepcionou a poucos dos que o elegeram, se comparado aos que ainda demonstram esperança em seu governo e militância bolsonarista.
Avaliação
Recente pesquisa realizada pela XP Investimentos, em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), mostrou que 46% dos entrevistados esperam um governo “ótimo” ou “bom” até o fim do mandato de Jair Bolsonaro e os pessimistas correspondem a 31% dos ouvidos. Esta pesquisa apontou uma oscilação positiva na avaliação do governo. Uma oscilação pequena, é verdade, mas que ao menos indica uma interrupção no processo de deterioração da confiança na capacidade administrativa de Jair Bolsonaro.
Os entrevistados que consideram o governo “bom” ou “ótimo” subiram de 30% para 33% em relação à avaliação anterior (setembro). Já a desaprovação do presidente Jair Bolsonaro recuou de 41% para 38% no mesmo período.
Evidente que não se pode desconsiderar que as variações sejam meras oscilações dentro da margem de erro da pesquisa (3,2%), entretanto, não se pode ignorar que a sociedade está dizendo que ainda nutre esperança de que Jair Bolsonaro possa deixar a Presidência da República, em janeiro de 2023, legando a seu sucessor um país melhor do que o encontrou.
Fato é que há tempo para o presidente Jair Bolsonaro rever seus erros e os de sua equipe. Há tempo para correção de rumos. Há, principalmente, a esperança de uma parcela significativa do povo brasileiro de que assim ele o fará.
Mercado eleva pela quarta vez seguida projeção para crescimento da economia brasileira em 2020
A projeção do mercado financeiro para o crescimento do produto interno bruto (PIB) no ano que vem voltou a subir de 2,20% para 2,22% - quarta alta seguida após sete semanas estacionada em 2%. Dado consta da pesquisa Focus do Banco Central divulgada na segunda-feira (2).
No segundo trimestre do ano a economia avançou 0,4% sobre o primeiro trimestre e apesar dos mais de 12 milhões de desempregados no Brasil, herança do Governo Temer, a taxa diminui a cada avaliação (trimestral). A última, apontou 11,6% da população atingida pelo desemprego. Em queda e com a real possibilidade de crescimento econômico, a tendência é baixar gradativamente.
Agora é aguardar 2020 chegar, que está à porta, e torcer para que o Brasil retome seu rumo de prosperidade.