Como utilizar o ENEM em universidades estrangeiras e dicas sobre o inglês
28/10/2019 12:13 | Região Sudeste | EDUCAÇÃO |
Helio de Carvalho
Especialistas da Universidade do Intercâmbio e da Really Experience falam sobre o idioma no ENEM e para ser aceito nas melhores universidades do mundo
O ENEM está chegando
e algumas pessoas que querem estudar no exterior não sabem que a nota do exame
é aceita para ingresso em universidades como Oxford, uma das melhores do mundo.
Mas, é preciso estar com o inglês na ponta da língua, inclusive para fazer o
ENEM. Especialistas dão dicas e falam sobre o idioma, que ainda causa
preocupação nos participantes e vestibulandos. Para Édney Quaresma, CEO da Really Experience, quem
tem o inglês está um passo à frente do que os demais.
Países como Reino Unido, Canadá, Irlanda, Portugal e França aceitam a nota do
ENEM para ingressar alunos em suas universidades, muitas delas estão listadas
entre as melhores do mundo, como é o caso da Universidade de Oxford (Reino
Unido) e Coimbra (Portugal). A Universidade do Intercâmbio,
empresa especialista em mentorias para pessoas que desejam estudar e trabalhar
no exterior, preparou informações sobre essas universidades e como ingressar
nelas com o ENEM aqui do Brasil:
Portugal é o lugar mais fácil para estudar fora com o ENEM. São pelo
menos 34 instituições no país que aceitam a nota da prova brasileira, incluindo
as Universidades do Porto, Coimbra e Lisboa, com níveis mundiais de qualidade.
Ao contrário do Brasil, as universidades públicas em Portugal não são gratuitas
e não há nenhum tipo de auxílio financeiro para os estudantes. A nota do Enem
serve única e exclusivamente como forma de admissão em substituição ao processo
seletivo tradicional dessas instituições. No país, a escala classificatória
utilizada pela maior parte das universidades vai de 0 a 200 pontos. No ENEM a
escala é maior, de 0 a 1000. Ou seja, sua nota será dividida por cinco.
Reino Unido: Antes da nota do ENEM, a terra da rainha exige uma espécie
de treinamento de um ano antes do início do curso, chamado de Foundation Year.
Além de aperfeiçoar o inglês, o estudante terá aulas de redação, metodologia de
pesquisa, estudo dirigido, entre outras coisas. Para o Serviço Central de
Admissão Universitária do Reino Unido (UCAS) o Certificado de Ensino Médio brasileiro
e a nota do ENEM são considerados abaixo do padrão britânico para admissão
direta em suas universidades, mas são aceitáveis para os programas de Fondation
Year. Depois de concluído esse programa, cada universidade possui um processo
de admissão próprio. No site de cada uma delas é possível encontrar essas
informações, mas dá para ingressar em instituições como University of Oxford,
Kingston University, Birkbeck University of London, University of Bristol e
University of Glasgow.
Canadá: A Universidade de Toronto, maior do país, aceita o certificado
de conclusão do Ensino Médio e o resultado do Enem como forma de admissão em
diversos cursos. Mas, é necessário ter um certificado de proficiência no
inglês. Sobre isto um especialista no idioma falará mais adiante.
França: Para se candidatar a uma vaga na França é necessário ter sido
previamente admitido por uma universidade brasileira, reconhecida pelo MEC, na
mesma área de estudo. É aí que entra a nota do ENEM. Se você for aprovado no
Brasil, com a sua pontuação é possível conseguir uma vaga lá também, porém a
proficiência em francês e um bom histórico no Ensino Médio são necessários.
Irlanda: Candidatos que já fizeram um ano de graduação em alguma
universidade reconhecida do seu país, porém utilizar a nota do ENEM na
University College Cork. É preciso ter obtido média mínima de 7 neste primeiro
ano de graduação, podendo chegar a 9 dependendo do curso escolhido. A
proficiência em inglês também pode ser exigida. Matheus
Tomoto, Fundador e Mentor da Universidade do Intercâmbio, que inclusive já
ajudou a divulgar mais de R$ 14,6 milhões em bolsas de estudo no exterior e
auxiliou mais de 2.500 pessoas que desejavam estudar fora, diz que “o ideal é
pesquisar no site da sua instituição de interesse sobre como funciona o
processo seletivo adotado por ela, além de uma boa consultoria para ajudar a
realizar o sonho de estudar no exterior”.
Outro especialista nessa seara, o CEO da Really Experience, escola de inglês
americana para brasileiros, Édney Quaresma, ressalta sobre a importância do
idioma para estudar em algumas dessas universidades. “Algumas das
universidades que aceitam a nota do ENEM exigem a proficiência em inglês, como
é o caso do Canadá, que aliás registra o maior fluxo de brasileiros indo
estudar lá. Além disso, boa parte das literaturas estão no idioma americano,
como temas de administração, business e saúde. Para acessar estas informações e
expandir o conhecimento na área, o inglês é fundamental”.
O idioma também é um dos conteúdos na avaliação do ENEM e já causa suador em
alguns alunos. Antes de fundar as mais de 70 unidades da Really Experience pelo
Brasil, ensinando inglês para brasileiro por meio de videoaulas ao vivo ou por
on demand, com professores americanos, Édney empreendia em cursos
pré-vestibular e conheceu de perto as dificuldades dos participantes do ENEM.
Por isto ele dá essas dicas:
“Em um vestibular tradicional, geralmente aparece um grande texto e quatro
ou cinco questões de interpretação de texto em inglês. No entanto, no ENEM são
cinco questões de inglês, onde cada uma traz seu próprio texto, ou fragmento de
texto. Mas, as perguntas e respostas estão em português”.
Textos em inglês e questões em português
“Minha primeira dica é: leia as questões em português, para quando for ler o
texto em inglês você já saiba o que está procurando. Isso porque, muitas vezes,
em uma interpretação de texto, algumas palavras que você desconhece vão
dificultar a resolução da questão”.
Letras de músicas
“Minha segunda dica é sobre uma letra de música, ou a estrofe de uma música
que o ENEM pode trazer. É preciso ter muito cuidado, pois se o aluno conhece a
música e já sabe qual é sua tradução literal, não significa que toda a questão
está resolvida. Em muitos casos, a tradução é o menor dos problemas, pois será
preciso entender seu contexto, a época em que foi escrita, a conjuntura social,
política e a interpretação de sua mensagem”, conclui.