OCDE diz que Brasil é 2º país com mais investimento estrangeiro direto, atrás dos EUA





01/11/2024 13:50 ( Atualizado em 01/11/2024 13:51) | Brasília | Economia |

Helio de Carvalho



A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou que o Brasil é o segundo país que mais recebeu fluxos de investimento estrangeiro direto (IED) nos primeiros seis meses do ano, atrás apenas dos Estados Unidos, segundo relatório publicado nesta quinta-feira (31).

Os fluxos de IED no Brasil permaneceram estáveis, pois os movimentos em empréstimos intraempresariais e maiores lucros reinvestidos compensaram uma diminuição nos fluxos de capital, explica a OCDE.

No documento, a OCDE menciona que os fluxos de IED para a China continuaram diminuindo, isso por conta do contexto de risco geopolítico e pela incerteza econômica do país.

Na visão da organização, esses fatores impactam a confiança dos investidores estrangeiros.

O presidente Lula destacou, na rede social X, mais esse resultado positivo na economia.

O Brasil decolando desde que voltou para o rumo certo”, afirmou.

Cenário mundial

Globalmente, os fluxos de IED se recuperaram para US$ 802 bilhões no primeiro semestre de 2024. Mas grande parte do aumento ocorreu no primeiro trimestre deste ano, quando mais do que dobrou, enquanto os volumes caíram 36% no segundo trimestre.

Os fluxos de IED recebidos pelos Estados Unidos (primeiro lugar com US$ 153 bilhões) e pelo México (terceiro) aumentaram em mais de US$ 25 bilhões, em razão do aumento dos lucros reinvestidos. O aumento nos Estados Unidos também se deve, em grande parte, a movimentos em empréstimos intraempresas.

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