Alerj aprova projeto que prioriza profissionalização de pais de pessoas com deficiência





01/10/2024 18:59 ( Atualizado em 01/10/2024 19:02) | Rio de Janeiro | CIDADANIA |

Helio de Carvalho


Medida visa garantir reinserção no mercado de trabalho após falecimento de tutelados e prevê parcerias para cursos profissionalizantes


Os pais ou responsáveis por pessoas com deficiência ou transtorno do espectro autista (TEA) terão prioridade em cursos profissionalizantes oferecidos pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro após o falecimento da pessoa sob sua guarda. A proposta, apresentada no Projeto de Lei 5.619/22, de autoria do deputado Samuel Malafaia (PL), foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (1º), em primeira discussão. Para que a medida entre em vigor, ainda é necessária uma segunda votação na Casa.

O projeto estabelece que a prioridade será concedida a responsáveis cuja dedicação ao cuidado dos filhos ou tutelados exija tempo integral, dificultando sua permanência no mercado de trabalho. Com o objetivo de facilitar a reinserção dessas pessoas na vida profissional, o Poder Executivo poderá firmar parcerias com instituições privadas para a oferta de cursos de capacitação.

Além disso, a proposta autoriza a criação de um auxílio financeiro para famílias que comprovem hipossuficiência após a interrupção do Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC/LOAS), assegurando um valor mínimo correspondente ao salário-mínimo estadual. Esse auxílio permaneceria até que os pais ou responsáveis conseguissem ser reinseridos no mercado de trabalho.


Outra medida prevista no projeto é a possibilidade de o governo estadual propor ao Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) a criação de convênios de isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), incentivando a contratação desses profissionais. O Fundo de Desenvolvimento Econômico Social (Fundes) poderá ser utilizado para financiar a implementação dessas políticas.

Muitos pais e responsáveis abandonam suas carreiras para cuidar integralmente de seus filhos com deficiência, cuja demanda de cuidados é intensa. Quando esses filhos falecem, as famílias perdem não apenas o vínculo, mas também o suporte financeiro do BPC, ficando sem meios de reinserção no mercado de trabalho,” declarou o deputado Samuel Malafaia.

O Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC/LOAS) é um direito garantido pela Constituição Federal de 1988, que assegura um salário-mínimo mensal a pessoas com deficiência e idosos com baixa renda.


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