A
partir de dezembro, as comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo contarão com
mais dois elevadores de acesso. A entrada será pela Torre do Viva Rio, na Rua
Alberto de Campos, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A ação é do Governo do
Estado, por meio do Programa Cidade Integrada, que oferece serviços de
infraestrutura, saúde e capacitação profissional aos moradores.

Os
elevadores facilitam o deslocamento dos moradores das comunidades até o asfalto
e isso garante independência para que possam transitar para outros pontos da
cidade, além de maior facilidade de acesso a transportes públicos, escolas e
centros médicos. Nenhum morador terá que subir intermináveis degraus para
chegar em casa. Para isso estamos investindo na acessibilidade do PPG”, declarou o
governador Cláudio Castro.
O
acesso às comunidades pela Torre do Viva Rio conta, atualmente, com dois
elevadores funcionando em meio período, em esquema de revezamento. O espaço
receberá mais dois novos equipamentos para uso dos moradores. Os quatro
elevadores de acesso funcionarão das 7h às 20h.
Em
agosto deste ano, dois elevadores panorâmicos com acesso pela Rua Barão da
Torre foram reabertos, após cinco anos de paralisação.

Ao
todo, 13 elevadores estarão disponíveis no PPG. Seis são para uso da população
em geral e sete para facilitar o funcionamento de serviços na região, como a
UPP, a Faetec e o Ambulatório Médico de Especialidades Jornalista Susana
Naspolini (AME). O valor investido na reforma e aquisição dos equipamentos, por
meio da Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro (Emop-RJ), foi de R$ 4
milhões.
Morador
do Cantagalo há 39 anos, Daniel Silva considerou a reabertura dos elevadores
essencial para sua rotina.

O
acesso tanto para descer quanto para subir era pelas escadas laterais. Para
qualquer lugar que eu fosse, seja na rua, ou na escola da minha filha, eu tinha
que subir muitos degraus a pé. O retorno dos elevadores melhorou a vida dos
moradores da comunidade em 100%”, contou o ajudante de obras.
Economia
local
O
fechamento dos elevadores panorâmicos prejudicou a economia local, que, agora,
espera ser reaquecida pelo retorno dos aparelhos que atraem turistas.

O
ir e vir dos turistas foi paralisado pelo fechamento dos elevadores. Muitos
comerciantes perderam clientes e até fecharam as portas. Tinha um restaurante
perto do elevador que vendia muito e não resistiu. Também tínhamos uma
mercearia que não conseguiu se manter. Agora, com a reabertura do elevador, já
surgiu um novo comércio no local”, disse, esperançosa, Regina de Paula,
empreendedora da região há 28 anos.
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