O
fim do teto de gastos com o Fundo de Financiamento Estudantil – FIES, não é
apenas uma reivindicação de jovens brasileiros e brasileiras que desejam
ingressar o Ensino Superior; é, também, uma luta do deputado estadual do Rio de
Janeiro, Andrezinho Ceciliano (PT).
Uma
medida provisória promulgada em 2019, a temida MP nº 209, veio com o intuito de
conter os gastos governamentais, mas acabou por prejudicar severamente o
ingresso de jovens talentosos às universidades brasileiras. E é sobre essa
situação alarmante que Andrezinho Ceciliano lançou seu olhar crítico e
indignado, e se pronunciou na Alerj, recentemente, após receber vários
estudantes em seu gabinete.

Após
o golpe de 2016, mudanças foram durante o governo Temer, criando o chamado
‘Novo FIES’, que instituiu o nefasto teto para o programa. Ou seja, nem toda a
mensalidade a partir de então é financiada, e o que excede o teto, o aluno tem
que pagar a cada mês, chamada de coparticipação. Essa mudança, somada ao
aumento da inflação e da diminuição do poder de compra da população brasileira,
levou à uma terrível situação para os alunos financiados pelo FIES”, disse Ceciliano.
Antes
de prosseguir, cabe relembrar que o FIES foi criado em 1999, com o propósito
nobre de possibilitar o acesso ao Ensino Superior a estudantes que não dispõem
de recursos financeiros suficientes para arcar com as mensalidades
universitárias. É uma ferramenta de inclusão social e um instrumento que
alavanca a mobilidade e o desenvolvimento de talentos em nosso país.
Entretanto,
a mencionada medida provisória impôs um teto de gastos para o FIES,
estabelecendo limites restritivos que vêm afetando, de maneira drástica, o
sonho de milhares de jovens brasileiros em adentrar ao Ensino Superior. Essa
limitação inaceitável tem gerado uma verdadeira batalha desigual, onde os
estudantes, de um lado, e o sistema, de outro, se enfrentam numa disputa pela
conquista do conhecimento.

Me
somei à luta, e destaco que nos governos anteriores de Lula e Dilma, avançamos
muito na ampliação do acesso ao ensino superior. E para garantir que a
juventude pudesse entrar na universidade e realizar seu sonho, políticas
públicas como o PROUNI e o FIES foram fundamentais!”, garantiu o
deputado do PT.
O
deputado esteve com o Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Relações
Institucionais da Presidência da República, Alexandre Padilha pedindo o fim do
teto.
É
importante destacar que a educação é o principal pilar para a construção de uma
sociedade mais justa e desenvolvida. Investir no Ensino Superior é investir no
futuro do país. A falta de acesso a essa etapa fundamental da formação
acadêmica prejudica não apenas o desenvolvimento individual dos jovens, mas
também a progressão social e econômica de toda a nação. Com estudantes
capacitados e engajados, temos a chance de alavancar o crescimento e a
competitividade do Brasil no cenário global.
A
restrição imposta pelo teto de gastos do Fies acaba por marginalizar talentos,
deixando-os à margem do conhecimento e do progresso. Os jovens que antes
vislumbravam uma oportunidade de transformação pessoal e profissional agora se
deparam com barreiras intransponíveis, gerando uma desilusão coletiva que
corrói a esperança e mina a confiança nas instituições.
Não
se pode permitir que nossos jovens, sedentos de saber e com potencial inegável,
sejam cerceados em seu direito à educação. É dever do Estado fornecer condições
adequadas para que cada um desses jovens possa ter acesso ao ensino superior,
independentemente de sua origem social ou econômica. Devemos lembrar que o
investimento em educação é um investimento em todos nós, uma vez que os
talentos que hoje não encontram oportunidades podem se tornar profissionais de
destaque, cientistas renomados, empreendedores visionários e agentes
transformadores da sociedade.
Atualmente,
são cerca de 3.500 alunos que se matriculam nos cursos de Medicina por meio do
FIES por semestre, sendo um total de aproximadamente 7.000 ao ano em todo o
Brasil. Temos por volta de 42 mil estudantes de medicina afetados por essa
situação e não só eles, suas famílias e, também, toda a sociedade que pode
perder todos esses futuros trabalhadores da saúde. O número de desistência do
FIES se elevou muito nos últimos anos em decorrência dos elevados valores das
coparticipações.
Urge,
portanto, que o teto de gastos com o FIES seja revisto, de forma a contemplar
as demandas reprimidas e garantir que todos os jovens brasileiros possam ter a
chance de trilhar o caminho do conhecimento.
É
preciso que o governo e as autoridades competentes reconheçam a relevância e a
urgência dessa questão, promovendo as mudanças necessárias para resgatar a
esperança e a justiça social no Brasil.
Não
se pode ignorar o clamor dos jovens que têm sido privados de seu direito de
sonhar e de conquistar um futuro melhor através do Ensino Superior.

Chegou a hora de elevarmos a voz em defesa desses estudantes e de exigirmos ações efetivas que revertam essa situação lamentável. Portanto, conclamo a todos os cidadãos brasileiros a se unirem nessa luta. Que possamos resgatar a oportunidade e a esperança dos jovens talentos, garantindo um futuro brilhante e próspero para o nosso país. O futuro do Brasil depende do investimento na educação, e ele começa agora, com cada um de nós fazendo a diferença”, exclamou Andrezinho e complementou: “Vou me empenhar no diálogo com o Governo Federal e na sensibilização do MEC para superarmos esse problema! Vamos também pensar em políticas públicas para facilitar a inserção dos alunos oriundos do FIES no mercado de trabalho!”.
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