O
Jornal Em Destaque completou dois anos e, neste mês, entra no seu terceiro ano
de adesão ao movimento do jornalismo construtivo. O modelo que contrapõe o
jornalismo tradicional, colocando o foco nos aspectos positivos dos fatos,
surgiu na Europa e vem ganhando força em outras partes do mundo. E, claro, que
o Brasil não podia ficar fora dessa! Afinal, para avançarmos como sociedade, é
fundamental encararmos os nossos desafios pela perspectiva positiva, focar nas
soluções, nas nossas potências, dar visibilidade às histórias inspiradoras.
Precisamos de conteúdos com propósito transformador e em formatos diversos! E é
por isto que temos uma alegria imensa em compartilhar com você leitor/leitora,
o aniversário de dois anos desta nova forma de o ED fazer jornalismo em nossa
região!
Estamos
ainda mais felizes com a possibilidade de expandir este movimento em diversas
plataformas digitais, uma iniciativa independente que tem a causa, o propósito e
a valorização do ser humano como protagonistas do conteúdo. Não é
demais?!
Além
do nosso impresso, redes sociais e site, temos dois podcasts focados em
temas como saúde, bem-estar, inovação, empreendedorismo, sustentabilidade, arte,
cultura e comportamento, disponíveis no Spotify, Deezer e Google Podcast.
Jornalismo
construtivo transforma sociedade e potencializa conhecimento
O
que o jornalismo pode fazer pelo bem das pessoas? Para jornalista e fundador do
Em Destaque, Helio de Carvalho, a resposta é: informar e ensinar.

Viver
no interior do estado me ensinou muito e me fez repensar e adaptar muitas vezes
a maneira de fazer jornalismo. A notícia em si, se tornou algo que qualquer
pessoa com um smartphone pode dar e – o que é pior – sem o devido cuidado e
conhecimento. Há tempos abri mão da busca por ‘furo’ de reportagem e optei pela
notícia checada e analisada. E como a notícia está em todo lugar, até nos
grupos de família no WhatsApp, damos prioridade à informação, ao conhecimento. Há
dois anos deixamos de aderir ao jornalismo tradicional que evidencia a
violência, o crime e coisas do gênero”, disse.
Para
o doutor em Comunicação, Edvaldo Pereira Lima, esse tipo de informação negativa
pode ser um problema para a sociedade.

Aquela
função que se imaginava de o jornalismo trazer o conteúdo negativo como forma
de criar indignação, provocar que as pessoas tomem atitudes que ajudem a transformar
a sociedade para melhor, acabou se tornando um tiro no pé”, e continua: “Com
o excesso de conteúdo negativo o que se causa na população é uma letargia. A
pessoa fica cansada de ver tanta notícia negativa e se afasta”.
Jornalismo
construtivo
Esse olhar negativo atrapalha a construção de uma sociedade melhor.

Todo
processo de comunicação provoca um efeito e está contribuindo para a sociedade
se direcionar em um certo caminho ou outro. Então, quando você tem só notícias
de cunho negativo em uma grande quantidade, isto acaba causando nas pessoas um
estado de estagnação e não de transformação em capacidade de percepção do mundo
delas”,
afirmou Edvaldo Pereira.
Helio
de Carvalho explica que, se por um lado o modelo tradicional de comunicação dá
ênfase nos problemas, há uma nova proposta, o chamado jornalismo construtivo.

Não
basta dizer que o trânsito é caótico, por exemplo, é preciso dar alternativas
de mobilidade urbana, como bicicletas e o transporte público que funcione. É preciso
informar e educar. Para o meu dia-a-dia, e não só o meu, acredito que a
televisão deveria fornecer mais projetos culturais, que voltassem para a
educação, principalmente. Porque a educação hoje é a formadora do ser, da
consciência, é o primeiro contato que a gente tem com nossa própria identidade,
a forma com que a gente reforça nossa identidade”, enfatizou.
Doutor
em Comunicação, Guilherme Lucian entende que jornalismo tem uma função
pedagógica.

É
como se fosse um modo de enxergar a realidade que seja mais cuidadoso, mais
prospectivo, mais humano, mais solidário em relação à própria conservação da
cidadania, da coisa pública, e entender que o propósito do jornalismo que a
gente faz hoje não é só informativo, ele também tem uma função educacional”, destacou.
Crise
e soluções
O
Brasil vive uma crise de ordem econômica e política, e neste caso o jornalismo
construtivo também serve como reflexão para o tempo presente.

Essa
perspectiva, essa postura construtiva está tentando inaugurar no tipo de
jornalismo que a gente já faz no presente, aqui no ED, um novo tipo de
ancoragem ética, que trata justamente dessa espécie de antecipação
comunicacional desse destino humano para poder formar uma consciência crítica
de cidadãos”,
argumentou Hélio de Carvalho.
Ainda
para o fundador do ED, o jornalismo construtivo pode ajudar na transformação da
sociedade e no combate às desigualdades a partir dessas reflexões. “Que
sejam capazes de se emancipar a tudo aquilo de ruim que acontece em nossa
sociedade, e que isto também depende de uma reflexão sobre o presente”, concluiu.
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