Por amor…





12/06/2022 01:37 ( Atualizado em 12/06/2022 01:54) | Região Nordeste | Colunista |

Elexsandro Araújo


Por Dra. Geovana Melo, psicóloga.


 




Falar de amor sempre nos convida a pensa-lo de forma romântica, está sempre associado a uma definição de pureza, incondicionalidade, infinitude, mas abordar o tema dentro da psicologia, a definição de amor fica difícil ou até mesmo impossível. Precisamos pensar nos sujeitos e nas suas singularidades, a partir inclusive de culturas diferentes que experimentam o amor diferentemente, porque o amor é algo construído socialmente, um constructo multidimensional que inclui comportamentos, sentimentos e pensamentos.
A história de cada sujeito é composta de relações que se estabelecem ao longo de sua vida. Na verdade, essas relações são percebidas ao longo do tempo, mas inicia-se muito antes da existência física de cada uma/um dos indivíduos.
O amor sempre foi um sentimento mobilizador. Ele se puder categorizá-lo num gênero, é assunto discorrido entre todos os seres humanos; toca os mais variados níveis de conhecimento.
Mesmo que não se trate de tema novo, soa atual discorrer sobre esse amor, uma vez que a falência ética do presente momento da sociedade brasileira pode levar ao que Lacan (2008, p. 35) apontou:
 
[...] essa verdade que procuramos numa experiência concreta não é a de uma lei superior. Se a verdade que procuramos é uma verdade libertadora, trata-se de uma verdade que vamos procurar num ponto de sonegação de nosso sujeito. É uma verdade particular.