Um
relacionamento amoroso sem dúvida tem um grande peso na vida da pessoa. E
quando há equilíbrio, com os dois lados respeitando suas individualidades e
existe troca de sentimentos e parcerias, com certeza será uma relação benéfica
para as duas partes. Mas é preciso estar atento, pois o contrário também pode
acontecer, afinal quem nunca sofreu, com certeza pelo menos conhece alguém que
já tenha sofrido por amor.

Os
relacionamentos podem sim ser maléficos em várias situações. Podemos citar como
exemplos: quando um dos parceiros não consegue se expressar direito e o outro é
abusivo, ou ainda quando um dos lados tem a necessidade de controlar tudo e não
aceita o ponto de vista do outro, entre outras inúmeras situações”, afirma a
psicóloga Juliane Verdi Haddad.
A
profissional dá exemplos de alguns pontos a serem observados, que podem ser
indicativos de que o relacionamento não anda tão bem:
-Sentir
ansiedade e apreensão na presença do parceiro(a), ou até mesmo com o simples
telefonema dele(a);
-
Queixar-se constantemente do comportamento do outro, sensação de frequente
insatisfação;
-Ter
discussões constantes sem chegarem a um consenso;
-
Notar que seu comportamento é muito mais espontâneo quando o parceiro(a) não
está por perto, a ponto de sentir alívio quando está longe dele(a).
-
Perto de amigos, um se queixa do outro, o famoso comportamento de "lavar a
roupa suja” fora de hora;
-
Constatar que o relacionamento está distante, sem troca de palavras amorosas e
contato físico, como se fossem dois estranhos;
-
Perceber que a comunicação não existe ou está muito empobrecida.
-
Sentir que os dois não tem nada em comum, valores e pensamentos são totalmente
diferentes em relação a vida familiar e futuro;
E
apesar de muitas vezes o casal notar que há algo de errado, ainda assim em boa
parte dos casos pode existir uma resistência em aceitar que talvez o término
seja inevitável. Nestes casos, a pessoa pode precisar de ajuda para entender e
superar a situação.

O
ser humano de uma maneira geral, tem medo de grandes mudanças e muitas vezes se
mantém infeliz pelo receio do novo. Trazemos da nossa história de vida, ‘crenças’,
ou seja, formas persistentes de pensar que determinam nossas escolhas e
atitudes. Essas crenças podem mantê-los presos a um relacionamento infeliz,
como se não pudessem sair. Somente com a psicoterapia a pessoa acessa essas
crenças limitantes e aprende a enfrentá-las, promovendo as mudanças desejadas”, explica a
psicóloga.
E
não menos comum do que ter dificuldades de sair de um relacionamento ruim, é
ter uma sequência de experiências frustradas, que podem levar o indivíduo a
achar que para ele nunca irá dar certo. Em decorrência disso, pode-se adotar o
comportamento de fechar-se para novos relacionamentos.

A
verdade é que a pessoa fez essas escolhas erradas, e esse é o ponto a ser
olhado com cuidado. Nestes casos, o melhor a fazer é entender o que a leva a
buscar esses relacionamentos que não são bons. O que está por trás dessas
escolhas? Por que ela se submete a um relacionamento que não é feliz? Novamente
ressalto a importância de uma terapia para trabalhar essas questões e parar de
fazer escolhas erradas”.
Juliane
comenta que nestes casos procurar a ajuda de um profissional, não só é normal,
mas é a melhor decisão a ser tomada. A psicoterapia ajudará a pessoa a adotar
mudanças comportamentais e por consequência, a ter resultados em todas as áreas
de sua vida.
E
em relação a possíveis “gatilhos” que datas como o “Dia dos Namorados” podem
despertar, ela também reforça que tudo vai depender do “estado de humor” da
pessoa neste período. Se ela por exemplo, ainda estiver “presa” a um
relacionamento que terminou, provavelmente irá sentir. Além disso, aproveita
para alertar os casais: que brigar nesta data, ou não curtir o dia, também pode
ser um sinal de que algo precisa ser revisto. E de forma geral a melhor coisa a
ser feita com certeza é superar as experiências ruins e se abrir para um novo
amor, por isso fica a dica:

‘É
pra frente que se anda’, lembrem-se disso. Faça uma lista dos pontos negativos
e positivos dos relacionamentos passados, compare as duas listas e veja qual é
maior. Analise os pontos negativos e se pergunte se é isso mesmo que você quer
para sua vida. Trabalhe constantemente com a realidade, não se iluda com as
mudanças do outro. Mude você, fazendo escolhas saudáveis”.
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