Esse
é o projeto que foi lançado em 2017 e agora sai dos limites do Rio Grande do
Sul e ganha o País, encorpado pela capacitação de professores de escolas da
rede pública e privadas a serviço da inclusão educacional.
Em São
Paulo, o projeto acontecerá no clube “A Hebraica” (rua Hungria 1.000,
Teatro Arthur Rubinstein), nos dias 6 e 7 de junho e em dois CEUs no dia
8, também em junho. No primeiro dia na Hebraica, das 9h às 15h
acontece uma oficina para educadores. No dia seguinte, acontece a exibição
do filme “Malévola”, às 9h e às 14h. O filme será exibido com audiodescrição,
Libras e legendas descritivas. A entrada é franca, mas é preciso fazer a
inscrição pelo e-mail [email protected].
No dia 8, o projeto vai, com o apoio da Secretaria Municipal da Educação,
às 10h ao CEU São Rafael, à rua Cinira Polônio, 100, Conjunto Promorar Rio
Claro; e às 15h30 no CEU Meninos, à rua Barbinos, 111, no bairro de São João
Climaco. Em ambos os CEUs o filme exibido também será “Malévola”. Segundo
Sid Schames, 20 gestores da Secretaria Municipal da Educação participarão da
Oficina para Educadores do dia 6 na Hebraica. Além de São Paulo, o
Festival de Cinema Acessível Kids estará este ano em Natal (de 8 a 10 de
agosto), Brasília e Campo Grande (em datas ainda indefinidas).
Segundo
Schames, o “Festival de Cinema Acessível Kids - a serviço da inclusão
educacional”, conta com o apoio da Bem Promotora e da Total
Seguros, e em São Paulo SEDPCD (Secretaria de Estado de Direitos
da Pessoa com Deficiência), da Secretaria de Cultura de São Paulo, da
Secretaria Municipal da Educação, do Grupo Chaverim, do Clube “A Hebraica”
de São Paulo e do Studio Z.
Até
hoje, em suas versões adulto e infantil, o Festival de Cinema Acessível foi
assistido por cerca de 15 mil pessoas, em 34 cidades (32 no Rio Grande do Sul e
duas em Santa Catarina), em 88 apresentações presenciais, a última delas no
início da pandemia do Covid-19, em março de 2020; além de quatro online, no
último ano.
O
Festival de Cinema Acessível Kids traz como diferencial a adaptação de obras
cinematográficas infanto-juvenis, mas que fazem sucesso com a família toda.
Oferece conteúdo acessível de qualidade para uma parcela da população privada
do direito de ter acesso à magia do cinema. As ações de inclusão cultural para
o público das pessoas com deficiência são raras e, quando existem,
invariavelmente assistencialistas.
De
acordo com Schames, os filmes têm audiodescrição das cenas para quem não
enxerga, janela de libras para quem não ouve e legendas descritivas para quem
não sabe Libras.

Para
chegar às telas de cinema com toda a acessibilidade necessária, tudo é gravado
em estúdio. É preciso de tecnologia e muita sensibilidade”, diz. E
acrescenta: “Todos somos diferentes, mas podemos compartilhar uma mesma sala
de cinema. Nas sessões tem o pai com deficiência visual, com o filho que
enxerga; a filha com deficiência auditiva com a mãe que escuta, crianças com
deficiência intelectual ou mental...e todos estão juntos se divertindo dentro
do cinema”.
David,
hoje com 15 anos, diz:

Criamos
o Festival para todo mundo ser igual. Não igual no sentido de ter as mesmas
características, mas os mesmos direitos e possibilidades. É um momento de
inclusão estar todo mundo, pessoas com e sem deficiência, assistindo ao filme”.
Quando
David e Sid contam sobre pessoas sem deficiência, se referem também a quem vai
às exibições como um exercício de aprendizado e empatia.

Fizemos
sessões em escolas, onde as crianças assistem aos filmes de olhos fechados para
sentir como é um mundo sem imagens. Assim, esses alunos se colocam na posição
do Outro e aprendem a entender e respeitar as diferenças”, reflete
Sid.
Para
2022, há muitos planos. Com a participação no “Criança Esperança” e o apoio da
“Bem Promotora” e “Total Seguros”, o projeto viajará primeiro, como citado
no início do texto, pasra São Paulo, Natal, Brasília e Campo Grande. Além
dos filmes, serão dadas oficinas para educadores.

Se
conseguirmos contribuir com os educadores para fazer o acolhimento de
forma adequada, estaremos cumprindo uma função muito importante, já
que aumentaremos a velocidade dessa mudança na sociedade. Se mostramos que a
inclusão é perfeitamente possível, ela se torna natural. Estamos fazendo parte
de uma história importante, do caminho da acessibilidade, do tudo para todos”, diz Schames, que
espera atrair mais cidades e apoiadores à medida que o projeto se tornar
mais conhecido.
Sobre
o Festival de Cinema Acessível Kids
O
Festival de Cinema Acessível Kids é um projeto inovador, de inclusão social de
crianças e adolescentes com deficiência, nas áreas de educação, cultura e
lazer, que se apoia em duas grandes ações: capacitação de professores para a
inclusão social e o Festival de Cinema Acessível Kids (com acesso universal).
O
Festival, que tem entrada franca, possui três tecnologias assistivas.
Proporciona o convívio de pessoas com e sem deficiência nas salas de projeção e
permite iguais oportunidades de entendimento, diversão e emoção, além do uso de
outros recursos como vendas para os olhos e personagens em forma de bonecos,
para uma experiência táctil. A ideia do uso de máscaras é propor um exercício
de colocar-se no lugar do outro, com vistas à inclusão.
Nascido
no Rio Grande do Sul, em 2015, como Festival de Cinema Acessível e, a partir de
2017, também com a versão Kids, em 2022 será expandido, através do projeto
proposto pela OSC Mais Criança. A previsão inicial é que inclua 3.600 crianças,
adolescentes e jovens nas cidades de São Paulo. Natal, Brasília e Campo Grande.

Igualmente importante
será a presença de familiares, crianças, adolescentes e jovens não PCDs,
para que possam vivenciar a mesma realidade e favorecer o exercício da empatia
e a oportunidade de repartir momentos de lazer e cultura. Com a visibilidade do
projeto, esperamos atrair mais parceiros e apoiadores e, assim, percorrer
muitas outras cidades do País”, afirma Sid Schames.
As
obras do Festival contam com os recursos de audiodescrição, legendas
descritivas e Língua Brasileira de Sinais. A audiodescrição permite ao público
com deficiência visual (pessoas cegas ou com baixa visão) ter acesso aos filmes
através da descrição dos elementos visuais da obra. Pesquisas demonstram que
esse recurso beneficia, ainda, espectadores com autismo, Síndrome de Down,
déficit intelectual e dificuldade de concentração.
As
legendas e a janela de Libras trazem acessibilidade ao público com deficiência
auditiva. Além dos filmes acessíveis, o Festival promove uma recepção
acolhedora do público, para que todos se sintam bem e possam aprender uns com
os outros a partir das sessões de cinema.

Tivemos
casos de pessoas que fizeram curso de Libras para poder se comunicar com
pessoas surdas a partir da experiência que tiveram nas edições anteriores. O
Festival Kids é muito mais do que a exibição de filmes acessíveis. Trata-se de
uma oportunidade de troca e aprendizado”, afirma Schames.
No
Criança Esperança está previsto, no âmbito educacional do projeto, a formação
de educadores inclusivos. O projeto tem como foco desencadear um processo de
inclusão educacional e social das crianças, adolescentes e jovens com
deficiência; LGBTs e com HIV/AIDS, tendo em vista a grande evasão
causada pela pandemia. Para valorizar a educação e lutar contra a evasão
escolar, o projeto busca atuar de forma mobilizadora e fortalecer os vínculos
de alunos e professores, através de atividades lúcidas que despertem o
interessante de crianças e jovens no convívio entre os diferentes.

Decidimos
inserir o Festival de Cinema Acessível Kids a serviço da educação, alicerçado
em duas grandes ações: a capacitação de professores das escolas públicas em
inclusão social, em oficinas de seis horas, para grupos de até 25 professores;
e a exibição de filmes acessíveis com um debate após a sessão”, conta a
coordenadora da técnica do projeto, Cintia Bonder, mestre e doutora em Serviço
Social e vice-presidente a OSC (Organização da Sociedade Civil) Mais
Criança.

O
investimento na formação das crianças garante uma sociedade melhor no futuro.
Ações como esta do Festival possibilitam que as crianças e jovens já cresçam em
um contexto que acolhe e respeita as particularidades de cada indivíduo. Estar
em um ambiente com pessoas com deficiência e pessoas sem deficiência, com todos
assistindo a um filme de forma independente, provoca de maneira efetiva o
pensar no que realmente podemos e sobre o que precisamos para exercer o nosso
direito à cidadania. O acesso à cultura é fundamental. É notável a diferença na
formação do adulto se já na infância houver a convivência e a troca entre crianças
com e sem deficiência”,
diz o presidente da Mais Criança e diretor da Som da Luz, responsáveis pelo
Festival.
Lei
de Inclusão
Em
dezembro de 2015, a Lei Brasileira da Inclusão surgiu para reforçar o direito
das pessoas com deficiência quando, em seu primeiro artigo, diz que “é
instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da
Pessoa com Deficiência), destinada a assegurar e a promover, em condições
de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa
com deficiência, visando a sua inclusão social e cidadania.”
A
participação das pessoas com deficiência é um direito inquestionável, porém
ainda não é concreto e pleno.

As
leis existem, mas na prática não são cumpridas. Por isso entendemos que projetos
como esse, que promovem a acessibilidade e inclusão de todos, ainda são
fundamentais. O Festival de Cinema Acessível Kids oferece conteúdo acessível de
qualidade para uma parcela da população que é privada do direito de ter acesso
à magia do cinema. As ações de inclusão cultural para o público das pessoas com
deficiência são raras e, quando existem, invariavelmente assistencialistas”, diz Schames.
O
Festival de Cinema Acessível Kids, assim como o Festival de Cinema Acessível,
segue os direcionamentos presentes nos Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável, definidos pela ONU. Contribui diretamente para a educação
inclusiva, equitativa e de qualidade, promove a oportunidade de aprendizagem,
crescimento inclusivo e sustentável da sociedade e oportuniza trabalho digno
para todos (pessoas com e sem deficiência).

Estamos
alinhados com os objetivos do desenvolvimento sustentável - ODS 4, ODS 8 e ODS
10 – e participamos diretamente da agenda 2030 para o desenvolvimento
sustentável”,
conta o presidente da Mais Criança.
Títulos
do acervo da Som da Luz na edição Kids
Malévola;
Meu Malvado Favorito; Universidade Monstro; Frozen Uma Aventura Congelante e
Divertida Mente.
Sobre a
OSC Mais Criança
A OSC atua
na defesa e promoção dos direitos humanos para a inclusão social, desenvolvendo
e adotando tecnologias e abordagens inovadoras com a acessibilidade universal.
Tem como referência os ODSs, em especial aqueles voltados para o
desenvolvimento socioambiental, a educação, a cultura e a saúde, em busca de
uma sociedade democrática equitativa e com acesso e participação de todos.
Veja a
descrição da imagem do cartaz do evento do dia 7 de junho, em São Paulo:
O cartaz é
colorido e vertical. No alto, um cabeçalho em branco mármore, os logos da OSC
Mais Criança e CRIANÇA ESPERANÇA. Abaixo, em um retângulo de fundo azul claro,
que ocupa um terço do cartaz, à esquerda, o desenho de uma câmera com o nome
Som da Luz. Ela destaca com um facho de luz o logotipo do Festival de Cinema
Acessível, à direita, em letras maiúsculas amarelas e cor de laranja. A palavra
Kids está dentro do desenho de uma claquete, um pequeno quadro preto com uma
barra móvel na parte de cima. Em uma linha abaixo, com o fundo branco
mármore, a frase: A Serviço da Inclusão Educacional, escrito com letras
maiúsculas de cor azul escuro. Segue abaixo em fundo amarelo ocupando dois
terços do cartaz, à esquerda uma cena do filme Malévola, retratada em um pedaço
preto de rolo de filme, com furinhos nas bordas de baixo e de cima. O título do
filme está à direita. Logo abaixo, as informações sobre data, hora e local da
sessão. No rodapé, sobre um fundo branco mármore, os logos dos apoiadores em
uma linha horizontal. (Fim da descrição)
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