Como
ocorre com muitos países, o tamanho exato do arsenal atômico da Rússia é
segredo de Estado, mas estimativas indicam que é o maior do mundo.
Segundo
o centro de estudos Federação Americana de Cientistas, seriam quase 6 mil ogivas,
cerca de 500 a mais do que os EUA. Os dois detêm 90% do arsenal do mundo.
Estima-se
que nenhuma explosão em testes tenha superado a potência da soviética
"Bomba-Czar", lançada em 1961 com poder equivalente ao de 50 milhões
de toneladas de dinamite. Era 3 mil vezes mais poderosa que a lançada sobre
Hiroshima pelos EUA.
No
arsenal atual, em alerta máximo por ordem do presidente Vladimir Putin,
estão armas como:
RS-28
Sarmat: míssil
balístico intercontinental com capacidade para transportar até 15 toneladas de
ogivas;
Status-6 (ou Poseidon): veículo
submarino que pode ser equipado com bomba nuclear de cobalto que, ao explodir,
provoca tsunami com 500 metros. É capaz de espalhar nuvem radioativa por mais
de 500 mil km2;
Avangard: tem apenas
duas toneladas e viaja a uma velocidade pelo menos 20 vezes superior à do som,
o que permite escapar de sistemas de defesa antimísseis.
Segundo
estimativas, a Rússia gastou em 2020 US$ 8 bilhões modernizando o arsenal que
herdou da União Soviética e desenvolvendo capacidade.
O
país não caminha sozinho na contramão da não-proliferação. Os EUA teriam
gastado cerca de US$ 37 bilhões no mesmo ano.
Segundo
analistas, o risco de guerra nuclear é baixo. Uma das razões seria
a expectativa de destruição mútua que impediu ataques mesmo em
momentos de tensão na Guerra Fria.
Conteúdo:
BBC Brasil
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