Chegou a 46, o número de casos suspeitos de Ômicron no RJ





26/12/2021 18:58 ( Atualizado em 26/12/2021 19:00) | Rio de Janeiro | Covid-19 |

Jornalista do ED: Helio de Carvalho



O número de casos suspeitos da variante Ômicron na capital do RJ subiu de 28 para 31 neste domingo (26), informa o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz. Com isto, o total de casos em investigação da nova cepa do coronavírus em todo o estado saltou de 43 para 46. Até agora, para além dos casos suspeitos, o Rio só teve um caso importado da Ômicron e segue sem evidências de transmissão local. As informações são de O Globo.


Segundo Soranz, todos os casos suspeitos na capital são leves, sem sinais de gravidade. As outras possíveis ocorrências estão distribuídas por nove municípios, de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES): Angra dos Reis (4), Cabo Frio (1), Macaé (2), Nilópolis (1), Niterói (2), São Gonçalo (1), Saquarema (1) e Volta Redonda (3).


O governo estadual foi comunicado na sexta-feira pela rede de laboratórios Dasa, de 43 exames de RT-PCRs para COVID-19 com indicativo da presença da variante Ômicron. As amostras foram coletadas entre os dias 1° e 20 de dezembro e devem ser sequenciadas nas próximas semanas. A SES ressalta que não se trata de casos confirmados da variante Ômicron, uma vez que este tipo de análise serve apenas como método de triagem.


Soranz reforça que a principal defesa contra a Ômicron é a dose de reforço. Segundo ele, 186.442 idosos na cidade estão sem a dose de reforço, o que corresponde a 14,7% da população maior de 60 anos do município.

É fundamental que todos os maiores de 60 anos tomem a dose de reforço ao completar três meses da segunda”, salienta.


A cidade do Rio liberou a antecipação da dose de reforço de cinco para três meses após a segunda, embora mantenha o prazo mais longo como recomendação oficial. Às vésperas de fim de ano, o município registrou uma alta de 64% na procura por vacinas nas últimas duas semanas. A maioria das doses aplicadas foi de reforço.


Até o momento, o município do Rio já identificou uma amostra da nova cepa do coronavírus, de uma americana que viajou para o Brasil. Por enquanto, a cidade segue sem transmissão comunitária da Ômicron.


Na quarta-feira, um estudo sul-africano, que ainda não passou por revisão de pares, sugeriu riscos reduzidos de hospitalização e doença grave em pessoas infectadas com a variante Ômicron do coronavírus em comparação com a Delta. Segundo os autores, parte disso provavelmente se deve à alta imunidade da população. No caso da vacina da Pfizer, dados laboratoriais indicam que a proteção contra a Ômicron é insuficiente com duas doses, mas eficaz com três.

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