O
evento realizado na imponente Casa França-Brasil, nos dias 23 e 24 de outubro,
contou com a participação de mais de duas mil pessoas que circularam após
rigoroso controle e monitoramento sanitário.
A
surpresa do evento foi evidenciar os cafés como experiência. Passando pelos
métodos de produção agrícola - com ênfase nos pequenos lotes especiais - à
diversidade varietal e questões de território, o café hoje é um produto de
origem para aqueles que acreditam nele como gerador de valor para um País habituado
a lidar com este precioso recurso como commodity há quase três séculos.
Apesar
de deter a primeira posição na produção e exportação, o Brasil ainda não é
reconhecido como um país de apreciadores e produtores de cafés de excelência.
Neste cenário, esse perfil de evento demonstra um potencial quase inestimável
para os próximos anos. O café passou a ser um ativo para o turismo, pois ele se
torna um importante elo na cadeia produtiva quando o tema é sustentabilidade
ambiental, cultural e social.

Representamos
a região que leva o nome da segunda bebida mais consumida no mundo. O nome Vale
do Café pode ser pronunciado e compreendido por qualquer ser humano, e este é
um grande ativo que precisa ser enaltecido em nível internacional. Até há
poucos anos, o café na nossa região se resumia à história, hoje podemos
mostrar o potencial da nossa cafeicultura no contexto turístico”, revela Luciana De
Lamare, Diretora Executiva do Vale do Café Convention & Visitors Bureau.
Aqueles
que visitaram o stand da entidade puderam sentir a força do reposicionamento da
região enquanto destino sustentável, preocupada com a excelência dos produtos
turísticos e com a valorização do território que já foi o maior produtor e
exportador de cafés no século XIX, e responsável por 75% da produção mundial.
Hoje, além da visita às fazendas históricas, a região conta com diversos
atrativos que podem ser encontrados pelo site da entidade: www.valedocafeturismo.com

Uma
grande parte do legado material e imaterial vivo do Vale do Café remonta ao
ciclo econômico do café. Para compreender todas as consequências da monocultura
cafeeira durante o século XIX, tanto as boas quanto as ruins, o turismo surge
como um grande ativo. Temos como responsabilidade a valorização deste
patrimônio e o respeito à memória dos povos e culturas que aqui viveram”, complementa De
Lamare.
Dentre
as surpresas do evento, a premiação do Café Vale do Café, de Conservatória (município
de Valença), ganhadora do terceiro lugar do Brasil, demonstrou que a região
pode produzir um café de excelência dentro do contexto da animação turística. O
Vale do Café Convention & Visitors Bureau ainda oferece uma palestra sobre
o reposicionamento da região que será veiculada on-line no dia 31 de outubro,
às 17h, no site do evento: www.riocoffeenation.com.br
Imagens: Palestra sobre o Vale do Café por
Luciana De Lamare (manchete). Martina D´Ávila, o barista Paulo Rica e Luciana De Lamare.
Chef Fréderic Monnier e Luciana De Lamare. Tânia Araújo no stand da entidade.