O Plenário da Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira (11), cassar o mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019, em Niterói (RJ). Foram 437 votos favoráveis, 7 contrários e 12 abstenções.
Para cassar o mandato, são necessários os votos de pelo menos 257 deputados (maioria absoluta) em votação aberta e nominal. Além de perder o cargo, a deputada ficará inelegível por determinação da Lei da Ficha Limpa. O suplente que assume o mandato de Flordelis é Jones Moura (PSD).
A cassação foi aprovada por meio do Projeto de Resolução 57/21, já promulgado.
O relator do processo no Conselho de Ética, deputado Alexandre Leite (DEM-SP), afirmou que Flordelis usou o mandato para coagir testemunhas e ocultar provas. Ele ressaltou que a análise se limitou a fatos considerados antiéticos, sem entrar no mérito de quem é o culpado da morte do pastor Anderson do Carmo.
O relatório, segundo ele, comprova o uso indevido do mandato pela deputada.

O que se
extrai desse processo no âmbito de Conselho de Ética são os fatos antiéticos,
como o uso do mandato para coação de testemunha e para ocultação de provas”, disse Alexandre Leite.
Defesa
A deputada Flordelis foi pessoalmente ao Plenário se defender. Ela reafirmou a inocência.

Caso eu
saia daqui hoje, saio de cabeça erguida porque sei que sou inocente, todos
saberão que sou inocente, a minha inocência será provada e vou continuar
lutando para garantir a minha liberdade, a liberdade dos meus filhos e da minha
família, que está sendo injustiçada”, declarou.
Flordelis afirmou que os deputados se arrependerão do resultado.

Quando o
tribunal do júri me absolver, vocês vão se arrepender de ter cassado uma pessoa
que não foi julgada”,
disse Flordelis.
(Fonte: Agência Câmara de Notícias)