SES realiza em seis horas a entrega de 431.500 doses de vacina contra Covid-19





09/04/2021 17:34 ( Atualizado em 14/04/2021 13:56) | Rio de Janeiro | Covid-19 |

Helio de Carvalho


Helicópteros também transportaram medicamentos do “kit intubação” para 74 unidades hospitalares de diversas regiões do estado do RJ


A Secretaria de Estado de Saúde (SES) realizou, nesta sexta-feira (09), a 12ª entrega de vacinas contra Covid-19 aos 92 municípios do estado. Em apenas seis horas, foram distribuídas 431.500 doses, sendo 195 mil de CoronaVac e 236.500 de Oxford/Astrazeneca.

 

As cidades do Rio, Niterói, São Gonçalo e Maricá retiraram as doses em caminhões e vans, na Coordenação Geral de Armazenagem (CGA) da SES, em Niterói. Já para os outros 88 municípios, a distribuição foi realizada por cinco helicópteros, sendo dois do Governo do Estado, um da Secretaria de Estado de Polícia Civil, um do Corpo de Bombeiros e um da Secretaria de Estado de Polícia Militar. 

 

 

A Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS) esclarece que segue cumprindo as recomendações preconizadas no Programa Nacional de Imunizações (PNI). De acordo com a Nota Técnica 297, divulgada pelo Ministério da Saúde no último dia 31, fica recomenda a vacinação dos "segmentos das forças de segurança e salvamento que vêm atuando diretamente nas ações de controle da pandemia".

 

A nota orienta ainda que o quantitativo de vacinas destinado às forças de segurança será enviado de forma escalonada e proporcional, destinado exclusivamente para a vacinação destes grupos. As doses enviadas aos municípios não sofrerão impacto com a inclusão destas categorias, uma vez que continuam sendo separadas de forma proporcional para cada grupo a ser vacinado.

 

A SES reforça a importância do Calendário Único de Vacinação, estabelecido em decreto do Governo do Estado, que tem como objetivo unificar as ações de imunização contra a Covid-19 e evitar o contágio e a propagação do vírus em grupos que atuam em ações de enfrentamento à pandemia.

 

Vacinas aplicadas - Até as 9h desta sexta-feira (09), o estado registrava 1.523.538 de pessoas vacinadas com a primeira dose e 433.198 com a segunda. O vacinômetro pode ser acessado pelo site.

 

Liberação de vacina - As vacinas contra Covid-19 do laboratório Oxford/Astrazeneca serão liberadas de forma mais rápida ao Estado do Rio de Janeiro. A partir da solicitação do Governo do Estado, a próxima remessa dos imunizantes produzidos na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ficará diretamente na capital para serem distribuídas aos 92 municípios. O pedido foi aceito pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante encontro com o secretário de Estado de Saúde, Carlos Alberto Chaves, nesta quinta-feira (08). Com essa decisão, os lotes destinados ao Rio de Janeiro não precisarão mais passar pelo Centro de Distribuição do Ministério da Saúde, em São Paulo.

 

Entrega Kit intubação - Nesta sexta-feira (09), a SES realizou uma nova entrega de medicamentos componentes do chamado “kit intubação” a 74 unidades de saúde de todo o estado que atendem pacientes em tratamento de Covid-19. Entre os itens distribuídos, estão: atracúrio, propofol e morfina, medicações fundamentais para o tratamento de pacientes internados em estado grave em UTI. Em reunião com o Ministério Público Federal, Ministério Público do Estado do Rio e Defensoria Pública do Estado e da União, a SES informou que está entregando todo o estoque de medicação do “kit intubação” aos municípios e hospitais. De acordo com o Ministério da Saúde, uma nova remessa chega ao Rio nesta sexta-feira e será imediatamente distribuída pela SES.

 

SES cria metas para municípios cadastrarem vacinas contra Covid-19 já aplicadas. Apenas 41,9% das vacinas foram registradas como aplicadas pelos municípios no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações

 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Subsecretaria de Vigilância em Saúde (SVS), enviou hoje (09) aos 92 municípios do estado um ofício reforçando a importância do cadastro no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) das vacinas contra Covid-19 já aplicadas. Desde 19 de janeiro, o estado distribuiu 4.409.220 doses de vacinas, mas apenas 41,9% dessas doses foram informadas como aplicadas ao Ministério da Saúde.

Os municípios precisam informar a quantidade de doses aplicadas com a maior celeridade possível. Essas informações são fundamentais para realizarmos o planejamento de distribuição”, esclarece o secretário de Saúde, Carlos Alberto Chaves.

 

A partir do ofício, a SVS estabelece um cronograma de metas para que as secretarias municipais de saúde realizem a inserção de 80% a 100% dos dados da vacinação. Os municípios com menos de 30% de informação cadastrada são considerados críticos e terão sete dias úteis para comunicar a aplicação da primeira dose e 14 dias úteis para o cadastro da segunda. As cidades que estão com 30% a 60% de cadastro já realizado terão cinco dias úteis para lançar a informação da primeira dose e dez dias úteis para a segunda. Já as secretarias municipais de saúde que têm entre 60% e 75% dos seus dados registrados no sistema terão três dias úteis para a atualização da primeira dose e seis dias úteis para informar a segunda.

A atualização dos dados será encaminhada, findando o prazo, para os órgãos de controle, Ministério Público e Defensoria Pública”, afirma o secretário. 

 

O documento reforça a importância de os municípios manterem a uniformidade na vacinação, uma vez que as doses de vacina ainda estão chegando de forma gradativa e sem regularidade de volume.

 

Informar com celeridade os dados da vacinação também pode ajudar a corrigir possíveis distorções nas bases de dados populacionais usadas pelo Ministério da Saúde para calcular o quantitativo de doses enviadas ao estado para atender cada grupo prioritário elencado no PNI. A SVS destaca que esses números podem estar defasados.

Diante da diferença entre o número de doses enviadas e as cadastradas no SI-PNI, poderíamos concluir que os municípios não estão conseguindo utilizar todas as doses enviadas para imunizar a população. Porém, nossa proposta é para que eles se organizem e consigam lançar as informações com a máxima urgência que o caso requer. Isto vai nos ajudar a identificar quais cidades ainda não conseguiram finalizar alguns grupos prioritários”, conclui o superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES, Mário Sérgio Ribeiro.

 

 

Foto: Maurício Bazílio