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Como foi
o início de sua carreira como jornalista?
Flávio Ricco - Comecei como repórter esportivo na rádio
Difusora de Guarulhos. Sempre tive uma proximidade muito grande com o esporte,
especialmente futebol. Até me arrisquei a disputar algumas partidas
profissionalmente, no Linense, ainda como estudante de Engenharia. Depois, já
trabalhando com Ferreira Netto, passei a assessorar na parte de imprensa o
grande empresário artístico Marcos Lazaro. E dai fui em frente.
Qual o papel do jornalista Ferreira Neto na sua carreira?
Flávio Ricco - Fundamental.
Me ensinou tudo o que eu sei como jornalista e depois como homem de televisão,
desde o começo da minha carreira, quando eu ainda era muito jovem, e depois
passei a dirigir o programa dele.
Como foi escrever a biografia da Televisão Brasileira?
Flávio Ricco - Um trabalho altamente
gratificante. Até então não existia uma obra que pudesse contar a história da
televisão brasileira desde o começo e isso só foi possível graças a
participação e boa vontade de alguns pioneiros, como Lima Duarte, Vida Alves,
Lolita Rodrigues, Laura Cardoso, Idalina de Oliveira e tantos outros. Uma
sensação de dever cumprido. Uma história que passou a ser conhecida desde antes
da inauguração em 1950 até 2017.
Quais as principais curiosidades o leitor encontrará no livro a
biografia da Televisão Brasileira?
Flávio Ricco - O livro tem a história da TV, desde
o começo, em diferentes setores – artístico, programação, jornalismo, esporte
etc., mas também revela acontecimentos bem interessantes dos bastidores. As
curiosidades, como você pergunta, acho que são muitas.
Como é ser sogro da apresentadora Eliana do SBT?
Flávio
Ricco - Normal. Nada diferente de ser sogro da Maira, médica,
minha outra nora. Formamos uma família muito feliz.
Como você e família têm se cuidado em meio à pandemia?
Flávio
Ricco - Seguindo as recomendações, com todos os cuidados
possíveis e necessários. Enquanto não existir a vacina não tem como ser de
outra forma. Os números têm comprovado que os riscos são muito grandes.
A seu ver o que muda na televisão brasileira com a pandemia?
Flávio
Ricco - A televisão, em seus diferentes setores, soube se adaptar
muito bem às dificuldades da pandemia. O trabalho prestado pelo jornalismo,
desde o começo, deve ser reconhecido e enaltecido, assim como o esforço do
entretenimento, entre novelas e programas, em voltar a produzir na medida do
possível.
Qual o maior desafio enfrentado por você enquanto colunista, em escrever
para veículos de grande envergadura como o UOL e o Portal R7?
Flávio
Ricco - O mais importante, independentemente de tudo, é você ter
um compromisso de seriedade com o seu leitor. Respeitá-lo acima de tudo e
procurar oferecer sempre o melhor do seu trabalho.
Quais as
novidades da superprodução da Rede Record de Televisão: “Especial
Gênesis”?
Flávio
Ricco - Como você disse, é uma superprodução. O especial da
novela exibido pela Record revelou a grandiosidade da sua produção e só quem
mexe como esse negócio chamado televisão pode avaliar o tamanho de uma
realização como essa. Acho que, em sua exibição, seremos surpreendidos
positivamente.
Em sua
opinião o que mudou na imprensa com o avanço das plataformas digitais?
Flávio
Ricco - A necessidade de se adaptar a uma nova forma de trabalho.
A resposta ao impresso é sempre mais demorada, ao passo que o retorno a
qualquer postagem no digital é imediato. Entre outras certezas, a necessidade
de apurar melhor e com mais rapidez toda e qualquer informação.
Suas
considerações finais?
Flávio Ricco - Que a televisão, como
única opção gratuita para qualquer brasileiro, continue sempre prestando um bom
serviço e atendendo da melhor maneira possível a expectativa de todo
telespectador. Isso, tenho certeza, continuará acontecendo.
Instagram: @joaocostaooficial